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Curry cita o tiki-taka do Barcelona como inspiração nos Warriors

Redação DM

Publicado em 7 de dezembro de 2025 às 09:01 | Atualizado há 6 meses

O armador do Golden State Warriors, Steph Curry é considerado um dos melhores de todos os tempos em sua posição, além de ter deixado um legado na equipe e na própria NBA, principalmente com seus arremessos da linha dos três pontos.

Recentemente, a lenda do GSW participou do podcast “Mind the Game”, que é apresentado por LeBron James e JJ Redick. Na ocasião, Curry falou sobre diversos temas, mas chamou a atenção ao revelar que Steve Kerr, o treinador, se inspirou no tiki-taka para implementar um novo estilo de jogo na equipe em 2014.

“Quando ele entrou, construído pela grande presença defensiva… ele era tipo, ‘Eu só quero fazer alguns ajustes na maneira como estamos criando arremessos’. Uma vez que entramos no campo de treinamento, ele mostrou um clipe de um… não lembro o clube de futebol. O tiki-taka, certo? E ele estava falando sobre isso como uma filosofia de como vamos criar arremessos, como vamos saber manter as coisas simples”, relembrou Curry.

Portanto, inspirado no famoso tiki-taka do Barcelona, o jogo do GSW conquistou não só títulos, mas também a atenção de quem analisa o esporte a fundo. Afinal, o estilo dos Warriors inspira análises em qualquer aposta esportiva. Pratique o jogo seguro.

Curry ainda ressaltou que a ideia principal do seu comandante era conseguir realizar uma movimentação constante para desgastar os adversários, valorizando a posse de bola.

“Fazer a defesa ter que tomar um milhão de decisões em uma posse para que você possa encontrar o arremesso correto”, finalizou.

A tática de Steve Kerr deu certo, e o Golden State Warriors acumulou quatro títulos nos últimos anos, levando a melhor em 2015, 2017, 2018 e 2022.

O que é tiki-taka: posse, triângulos e terceiro homem

O tiki-taka é um estilo de jogo no futebol que tem a sua origem repleta de história e alguns nomes apontados como criadores, porém, ganhou fama principalmente com Pep Guardiola no Barcelona. 

O comandante fez adaptações inspiradas na era Johan Cruyff como treinador, até os anos 2000, desenvolvendo um estilo de jogo baseado na posse de bola como ferramenta de desgaste dos adversários.

Portanto, o seu time controlava o ritmo mantendo a bola em movimento constante, obrigando o adversário a correr atrás dela, abrir espaço e cometer erros. Outro ponto fundamental foram as triangulações.

Os jogadores se posicionavam de modo que sempre existiam três ângulos de passe, formando microestruturas que mantêm a fluidez mesmo sob pressão.

Por fim, as corridas do terceiro homem eram fundamentais. Essa ação é quando dois jogadores conectam um passe, o terceiro corta, sem a bola, para receber na vantagem. É criação indireta de espaço.

O resultado de tudo isso é um sistema que maximiza inteligência, sincronia e paciência, além de minimizar a dependência de lances individuais.

Do campo à quadra: passes curtos e movimentação contínua 

O Golden State Warriors de Steven Kerr, Stephen Curry e companhia se espelhou no tiki-taka do campo e adaptou muitas situações em quadra, principalmente nos passes curtos e na movimentação contínua.

Dessa forma, a equipe passou a usar distâncias curtas com rapidez para os passes, sempre criando novo ângulo. Depois de passar, ninguém fica parado, já que todos se movem para reabrir o triângulo, mantendo três opções de passe.

Assim como no tiki-taka, o ataque dos Warriors faz com que os defensores corram, troquem posições e, em algum momento, cometam um erro que se transforma em pontos, principalmente na linha de três.

Curry como hub: gravidade, liderança e leitura de jogo

Stephen Curry é quem mais se movimenta, criando espaço para si mesmo, o que resulta, muitas vezes, em arremessos livres da linha de três pontos. Assim, podemos afirmar que o sistema só funciona porque o armador é o grande regista.

Outro ponto é o seu aproveitamento, já que Curry é uma ameaça de qualquer lugar. A sua presença alonga a defesa como Xavi-Iniesta alongavam linhas adversárias com posse inteligente no Barcelona, abrindo janelas para todos.

Assim como o tiki-taka exige movimentação constante, Curry percorre quilômetros por jogo em cortes, relocação e bloqueios fantasmas. Ele funciona como o “jogador móvel” do sistema.

Com isso, dita ritmo, acelera quando a defesa está desorganizada e desacelera para reconstruir a vantagem, exatamente como um maestro de meio-campo faz no futebol.

Por que isso funciona melhor que o isolamento puro

O isolamento força a defesa a reagir a um único ponto, enquanto o tiki-taka obriga a defesa a reagir a cinco pontos, simultaneamente, em alta velocidade. A pressão mental, física e espacial resultante gera:

  • arremessos mais limpos;
  • criação distribuída;
  • desgaste defensivo acumulado;
  • previsibilidade ofensiva reduzida.

No fim, o sistema valoriza inteligência, movimento e sincronia coletiva, algo que Curry eleva a outro patamar com sua gravidade e leitura de jogo, tornando os Warriors uma das equipes mais ‘futebolisticamente fluídas’ da história da NBA.

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