Brasil

Desilusão com os políticos carreiristas e oportunistas

Redação DM

Publicado em 10 de julho de 2016 às 02:02 | Atualizado há 10 anos

99% dos líderes políticos nacionais, estaduais, municipais estão hoje sem créditos perante a opinião pública, vivendo em um lamaçal sem precedente.

É lamentável quando ver homens como Iris Rezende e Pedro Simon, com vitalidade e muito discernimento dentro dos princípios éticos, deixar a vida pública, quando  poderiam dar muito mais ainda ao povo  de Goiás e ao nosso pais.

É cada vez mais intensa a nossa desilusão com a forma de fazer política. Políticos que exercem cargos eletivos pensando em seus interesses pessoais, sem olhar a coletividades. Partidos e mais partidos buscando os conchaves, apoios por meio de negociatas.

Aquele sentimento de idealista não existe mais. Políticos se elegem por um partido e antes de fechar as urnas, já estão aderindo ao governantes por benesses, deixando de lado a missão que os eleitores os delegaram, ou seja, a de fazer o papel de oposição e ser o fiscal do povo. Quem não é fiel ao seu partido que lhe cedeu a legenda certamente também não será fiel ao povo que o elegeu.

Temos que faz uma grande reflexão. Os dirigentes partidários precisam mudar a forma de fazer política. Devem pautar suas condutas na seriedade, na honradez, na conduta honesta, sempre colocando como prioridades os interesses maiores da sociedade. Queremos hoje gestores experientes, competentes e honesto com a coisa pública. Infelizmente o que se vê hoje são as vaidades exacerbadas e ações voltadas para os interesses pessoais.

Sem nenhum espírito público, existem seis, oito, nove e até dez candidatos a prefeito em cada cidade. A população precisa não de quantidade de partidos e candidatos, mas nomes com capacidade de gestão e compromisso com as prioridades das comunidades.

Por isso, Iris Rezende e Pedro Simon, para citar apenas dois nomes, fizeram e fazem diferença na vida pública brasileira: a coerência política, pois nunca mudaram de partido.

Quando me coloquei como candidato a presidente do PMDB de Goiás, o fiz exatamente por pensar que poderia agir em prol do fortalecimento partidário, do exercício de uma política sadia, responsável e honesta, renovada e ousada. A população abomina o político carreirista, o partido que age por oportunista.

Sei que se faz política partidária com renovação de ideias, projetos e compromissos, mas isso não implica em desvalorizar aqueles companheiros que ajudaram na construção de uma sociedade melhor.

O PMDB precisa oxigenar suas direções em âmbito nacional, estadual e municipal, mas sem pisar em quem quer que seja. Precisamos de novos valores, mas temos que ouvir os conselhos dos líderes experientes e vividos.

Só iremos construir um país, um estado ou uma cidade em que as pessoas tenham melhor qualidade de vida, em um ambiente democrático e com justiça social, se tivermos partidos verdadeiramente representativos e políticos comprometidos com o ideal de servir.

 

Nailton de Oliveira, advogado, ex-prefeito de Bom Jardim de Goiás por três vezes, ex-presidente estadual do PMDB e ex-presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM)


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