Brasil

Dom Antônio Ribeiro, legado de fé e amor ao próximo

Redação DM

Publicado em 5 de março de 2017 às 01:32 | Atualizado há 9 anos

Familiares, amigos e fiéis se despedem do Arcebispo Emérito de Goiânia Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, que faleceu após sofrer um infarto.

Dom Antônio nasceu em Orizona, no sul goiano. Um menino que veio da roça, como ele dizia, do meio rural, sonhou sonho de criança, porque queria ser boiadeiro, mas descobriu ainda cedo sua verdadeira vocação, a de ser missionário. Determinado e seguindo o propósito a ele revelado por Deus, percorreu todos os caminhos da vida religiosa com o sentimento de fé excessiva, chegando a dizer “a fé para mim, é palpável”. Assim, os goianos e, por que não dizer o Brasil e o mundo, conheceram  um arcebispo muito atuante, goiano de natureza, de uma família muito religiosa. Era um homem muito dado ao povo, muito simples, de muita presença na vida das comunidades, de muita oração e sempre entregue ao próximo. Fala mansa, serena, conquistou a simpatia de todas as pessoas com as quais conviveu, sempre deixando sua marca de humildade e de bom pastor. Tornou-se padre aos 22 anos e bispo aos 34. O pároco foi bispo auxiliar  de Goiânia e, em seguida, bispo de Ipameri, também no sul do Estado.

Entre 1986 e 2002 ele foi o arcebispo da capital goiana. Em 1991 celebrou a missa campal durante a visita do Papa João Paulo II em Goiânia. Dom Antônio foi arcebispo de Goiânia durante 16 anos, renunciando em 2002, quando Dom Washington Cruz assumiu. Desde então residia na comunidade da Catedral Metropolitana de Goiânia.“Dom Antônio sempre trabalhou com a perspectiva de unir, nunca dividir. Ele sempre visou reunir aqueles que estavam dispersos, principalmente os pequenos, os pobres, os  marginalizados. Ele sempre trabalhava para reintegrá-los junto da comunhão na igreja”, lembrou Dom Washington Cruz, na celebração fúnebre.

Assim, foi noticiada na terça-feira (28), a morte do Arcebispo Emérito de Goiânia, Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, de 90 anos. Faleceu às 15horas 50minutos  nesta capital, enquanto estava na casa de parentes, no Setor Goiânia 2. A comoção tomou conta de nossa cidade!  Durante o velório na Catedral Metropolitana, onde foi velado, não houve quem não lamentasse a morte do nosso eterno bom pastor. A bondade dele é o que vai ficar em nossas memórias. Um legado de dedicação e amor ao próximo, que deve ser exemplo ao clérigo e aos jovens que abraçarem a missão religiosa.

O carinho que sempre tive por Dom Antônio, me faz relembrar de como ele era amável e solícito para com as pessoas que se aproximavam dele, os pobres, os jovens, idosos, não tinha deferências. Ele deixará pra todos os goianos e, sobretudo, aos goianienses, não somente o seu legado religioso, mas cultural também.

Deixo aqui os meus sinceros sentimentos de perda da pessoa de Dom Antônio, mas sei que ele estenderá no céu suas obras de amor, intercedendo por todos nós, cuidando de seu rebanho, porque sua alma, com certeza, está repleta da mais pura divindade.

 

(Célia Valadão, secretária Municipal de Políticas para as Mulheres, cantora, bacharel em Direito e vice-presidente do PMDB Metropolitano)


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