Brasil

“Educação e inovação caminham juntas”, diz professora goiana homenageada na COP30

Redação Online

Publicado em 12 de novembro de 2025 às 16:12 | Atualizado há 8 meses

O projeto já foi aplicado em áreas de Cerrado e Mata Atlântica, em parceria com universidades e fazendas
O projeto já foi aplicado em áreas de Cerrado e Mata Atlântica, em parceria com universidades e fazendas

A professora Karine Lopes Ten Caten, da Escola do Futuro de Goiás (EFG) Raul Brandão, em Mineiros, representa o estado na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). Pesquisadora em inovação e sustentabilidade, ela será homenageada pelo projeto NatureCap, startup que desenvolve cápsulas biodegradáveis lançadas por drones para reflorestar biomas.

A NatureCap utiliza cápsulas feitas com resíduos como cartelas de ovos e amido, que protegem as sementes contra a dessecação e a predação. Ao serem lançadas, as cápsulas se decompõem naturalmente no solo e liberam as sementes no momento ideal, ao promover a regeneração da vegetação nativa. A tecnologia surgiu da pesquisa de doutorado de Karine na Universidade Federal de Jataí e evoluiu para uma solução prática e acessível de restauração florestal.

O projeto já foi aplicado em áreas de Cerrado e Mata Atlântica, em parceria com universidades e fazendas, para testes de germinação e monitoramento aéreo. Agora, avança para a fase de validação comercial, com o objetivo de ampliar o uso da tecnologia em larga escala. A meta é firmar parcerias com órgãos públicos e empresas do setor florestal.

Segundo Karine, a NatureCap é adaptável a diferentes biomas brasileiros. O Cerrado foi o ponto de partida da pesquisa e serve como inspiração central. A equipe desenvolve misturas específicas de sementes para cada bioma e respeitam o clima e as características ecológicas locais. “O reflorestamento com tecnologia é uma das formas mais eficazes de combater a crise climática”, afirma.

Na COP30, Karine recebe o Troféu Destaque ‘Rede Mulher Florestal’, que reconhece mulheres com iniciativas de impacto ambiental e social. Ela também apresenta o projeto no Espaço Agrizone da Embrapa Amazônia Oriental e compartilha experiências com pesquisadores, empreendedores e representantes de governos. “Educação e inovação caminham juntas. A ciência pode nascer dentro das escolas e transformar o mundo”, destaca a professora.

Foto: Secti

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