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Em vigília no DF, Flávio Bolsonaro atribui dano à tornozeleira a “impulso de desespero”

Redação Online

Publicado em 23 de novembro de 2025 às 04:56 | Atualizado há 7 meses

Flávio Bolsonaro diz que a troca da tornozeleira ocorreu logo após a chegada dos agentes e que a prisão já estaria determinada
Flávio Bolsonaro diz que a troca da tornozeleira ocorreu logo após a chegada dos agentes e que a prisão já estaria determinada

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, neste sábado (22/11), que não há lógica na tese de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou fugir antes da prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes. Durante coletiva antes da vigília, o senador disse que a movimentação em direção ao local do evento, a pouco mais de 1 km da residência, já chamaria atenção suficiente para inviabilizar qualquer tentativa de fuga.

Os filhos do ex-presidente confirmaram que Bolsonaro danificou a tornozeleira eletrônica ao usar uma solda. Flávio classificou o ato como “impulso de desespero”, provocado, segundo ele, por um momento emocional na presença de familiares. Ressaltou ainda que a troca do dispositivo ocorreu logo após a chegada dos agentes e que a prisão já estaria determinada antes do episódio registrado à 0h08.

Flávio contestou o uso do convite à vigília como argumento jurídico, ao afirmar que o ato religioso foi pacífico e espontâneo. “Estão criminalizando a oração. Vir rezar virou crime agora?”, questionou. O deputado Eduardo Bolsonaro reforçou a crítica ao Supremo, comparando a situação brasileira à da Coreia do Norte e atribuindo motivação política à prisão.

Parlamentares da base bolsonarista disseram que Bolsonaro recebe tratamento mais rígido do que outros cidadãos monitorados. Eduardo Bolsonaro citou o suposto vazamento de imagens internas da residência e a presença constante de uma viatura policial como exemplos de perseguição. “Tem mais de 100 mil tornozeleiras no país. Só ele tem carro da PF na porta?”, disparou.

Durante a vigília, Flávio Bolsonaro se emocionou ao participar das orações com apoiadores. Chorando, acompanhou o cântico evangélico ‘Tá chorando por quê?’, de Amanda Wanessa. A música se tornou símbolo do tom espiritual e combativo adotado pela base bolsonarista no evento.

Foto: Reprodução

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