Brasil

Entidades médicas pedem à Anvisa bloqueio imediato de Ozempic e Mounjaro manipulados

Léo Carvalho

Publicado em 4 de dezembro de 2025 às 14:41 | Atualizado há 8 meses

Após a Polícia Federal (PF) desarticular um esquema clandestino de venda de medicamentos emagrecedores, cinco das principais sociedades médicas brasileiras se mobilizaram para alertar sobre os perigos de versões manipuladas de Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Em carta aberta à Anvisa, enviada na última sexta-feira (28), as entidades solicitaram a suspensão imediata da fabricação, prescrição e comercialização desses produtos fora das indústrias autorizadas.

O documento, assinado por instituições como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), destaca que farmácias de manipulação não possuem estrutura adequada para reproduzir com segurança moléculas complexas como “semaglutida” e “tirzepatida”. Entre os riscos citados estão contaminação, reações alérgicas graves, pancreatite e outras complicações severas.

Segundo as sociedades, a falta de controle de qualidade torna imprevisível a dose e a pureza do medicamento, podendo resultar em subdosagem, que compromete a eficácia do tratamento, ou superdosagem, que pode causar toxicidade. Além do risco individual, a circulação desses produtos não regulamentados prejudica a confiança no sistema de vigilância sanitária e dificulta o manejo clínico de complicações médicas.

As entidades enfatizam que a proibição deve incluir a fabricação e distribuição, já que os produtos ilegais estão sendo produzidos em grande escala, colocando a população em risco e incentivando práticas que se aproximam da criminalidade.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia