Entre pedidos “soca forte” e “machuca sem piedade”, cabo da PM e mulher trans vão parar na delegacia
Léo Carvalho
Publicado em 27 de agosto de 2026 às 11:57 | Atualizado há 33 minutos
Cabo da PM do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária e mulher trans foram levados ao 2º DP do Guarujá após confusão durante programa | Foto: Reprodução
Um cabo da Polícia Militar do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária e uma mulher trans foram levados à delegacia após uma confusão durante um programa sexual, na sexta-feira (21/08), no Guarujá, litoral de São Paulo. O caso foi divulgado em primeira mão pelo Metrópoles, que teve acesso aos registros da ocorrência.
Segundo os registros do caso, a mulher, identificada como Jeniffer Machuca Sem Piedade, teria sido contratada pelo policial. Conforme o relato apresentado por ela, depois de realizar uma prática sexual, o cliente teria pedido mais, mas se recusado a pagar por um novo programa.
Ainda de acordo com a versão da mulher, o homem teria ficado alterado e tentado agredi-la com uma garrafa. Jeniffer também relatou que o policial havia utilizado entorpecentes durante o encontro e apresentava comportamento agressivo.
Durante a discussão, a mulher conseguiu empurrar o cabo para fora da residência onde os dois estavam. Em seguida, acionou a polícia.
Policial tentou fugir
Quando percebeu a chegada da viatura ao local, o policial teria tentado fugir, mas não conseguiu. De acordo com a equipe que atendeu a ocorrência, o homem estava extremamente agitado e agressivo e se recusava inicialmente a informar sua identidade.
Os policiais conseguiram posteriormente identificar o homem e constataram que ele era um cabo da Polícia Militar da ativa, integrante do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária.
Os dois envolvidos foram encaminhados ao Pronto-Socorro São João, onde passaram por avaliação médica. Segundo os registros da ocorrência, não foram constatadas lesões corporais em nenhum dos dois.
Após o atendimento médico, o cabo e Jeniffer foram encaminhados ao 2º Distrito Policial (DP) de Guarujá.
Delegado libera os dois
Na delegacia, o delegado de plantão ouviu as versões apresentadas pelos envolvidos e decidiu liberar ambos. Segundo as informações dos registros divulgadas pelo Metrópoles, não foi realizado boletim de ocorrência na esfera civil.
Mesmo após deixar a delegacia, o policial continuava apresentando elevado grau de agitação. Diante da situação, os agentes precisaram levá-lo novamente ao Pronto-Socorro São João.
No local, ele passou por novo atendimento médico e foi medicado.
Caso será acompanhado pela PM
A ocorrência e a situação envolvendo a integridade do policial foram repassadas ao comando do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária.
A unidade passou a acompanhar o caso no âmbito administrativo interno da corporação, considerando que o envolvido é um policial militar da ativa.
As informações sobre o suposto consumo de entorpecentes e a tentativa de agressão foram apresentadas por Jeniffer em seu relato e, portanto, devem ser tratadas como alegações. Não houve constatação de lesões corporais nos envolvidos durante o atendimento médico registrado na ocorrência.
Até o momento, conforme as informações divulgadas sobre o caso, não houve prisão dos envolvidos. O policial e a mulher foram liberados após serem ouvidos na delegacia.