Brasil

Façamos o melhor

Redação DM

Publicado em 2 de julho de 2017 às 00:06 | Atualizado há 9 anos

Ca­be ao ho­mem cu­i­dar da evo­lu­ção da Ter­ra. Is­so ele vem fa­zen­do há mi­lê­ni­os e ain­da há mui­to a fa­zer, em no­me da eter­na sa­be­do­ria de Deus, que nos go­ver­na atra­vés da Lei do Pro­gres­so.

Os ele­men­tos se do­bram à  in­te­li­gên­cia hu­ma­na. Na me­di­da de seu es­for­ço e des­co­ber­tas que lhe são per­mi­ti­das, o ho­mem  do­mi­na ter­ra, mar e  ar e se ar­ris­ca em co­nhe­cer o Cos­mos – de­sa­fio pa­ra o qual ain­da lhe  fal­ta tec­no­lo­gia e não von­ta­de, pois  es­tá dan­do os pri­mei­ros pas­sos ex­tra pla­ne­tá­rios.

Aqui no pla­ne­ta os ele­men­tos se lhe su­jei­tam: der­ru­ba mon­ta­nhas, ar­ran­ca mi­né­rios à en­tra­nhas da ter­ra, rou­ba ter­ras ao mar, des­via lei­tos de rios, fer­ti­li­za de­ser­tos, der­ru­ba flo­res­tas, cons­trói me­tró­po­les.

Em nos re­fe­rin­do aos ani­mais, quan­to tem apren­di­do com eles, se­ja do­mi­nan­do-os, do­mes­ti­can­do-os,  es­tu­dan­do-os co­mo co­bai­as e,  me­lhor ain­da, am­pa­ran­do-os e  aman­do-os  co­mo cri­a­tu­ras de Deus.

Quan­to à ci­ên­cia, mui­to tem con­quis­ta­do, em re­la­ção à ele­tri­ci­da­de, ao mag­ne­tis­mo e ao pró­prio áto­mo, des­cer­ran­do-lhe os se­gre­dos e ve­ri­fi­can­do o quan­to ain­da tem a co­nhe­cer.

Mas, e em re­la­ção ao pró­prio ho­mem? Em nos re­fe­rin­do à po­lí­ti­ca, tem apren­di­do com as re­a­ções po­pu­la­res? O que en­si­nam as ma­ni­fes­ta­ções de pen­sa­men­to das mas­sas?

So­mos es­pí­ri­tos em de­sen­vol­vi­men­to, aper­fei­ço­an­do-nos, e nos­so apri­mo­ra­men­to mo­ral com­pe­te a nós mes­mos al­can­çar.

Aju­da es­pi­ri­tual não nos fal­ta; ca­be a ca­da um o dis­cer­ni­men­to pa­ra es­ta­be­le­cer  a boa sin­to­nia, que nos le­va­rá  à so­nha­da e ne­ces­sá­ria re­a­li­za­ção.

Ca­da con­sci­ên­cia res­pon­de pe­lo que fez ou dei­xou de fa­zer. Mas é ne­ces­sá­rio não dei­xar pas­sar a opor­tu­ni­da­de de cres­ci­men­to es­pi­ri­tual, quan­do es­ta apa­re­ce.

Não mais per­ca­mos tem­po, já o mal­ba­ra­ta­mos de­mais…

Nos­sa me­lhor des­cul­pa é a fal­ta de con­di­ções pa­ra o es­tu­do,  pa­ra a re­fle­xão;  há quei­xas pa­ra a fal­ta de tem­po, de  for­ça de von­ta­de, e o que ocor­re é a fal­ta de von­ta­de de fa­zer for­ça.

Sem­pre é opor­tu­no de­di­car-se à for­ça do bem, ao es­tu­do sé­rio e per­sis­ten­te pa­ra que se­ja­mos me­lho­res do que es­ta­mos sen­do.

Nem só de ca­tás­tro­fes vi­ve o mun­do. Nem só de ca­tas­tró­fi­cas ini­ci­a­ti­vas vi­ve o ho­mem.

En­tre o vir-a-ser e a re­a­li­da­de há uma li­nha de­fi­ni­da.

O que es­tá por vir na as­ce­se mís­ti­ca do ho­mem con­fe­re-lhe es­pe­ran­ças e cer­te­zas.

Es­pe­ran­ça de que tu­do po­de ser me­lhor. Cer­te­za de há um pla­ne­ja­men­to, um ro­tei­ro se­gu­ro que tu­do pre­vê e pro­vê.

Ilu­só­rias são as ocor­rên­cias de­sas­tro­sas que en­vol­vem per­das e da­nos, pois na ver­da­de na­da se per­de, tu­do se trans­for­ma an­te a or­dem es­ta­be­le­ci­da pa­ra a pro­gres­são dos mun­dos e dos se­res.

Aque­les que com mais ra­pi­dez e con­sci­ên­cia se ali­nham aos pro­pó­si­tos das leis que re­gem a vi­da, mais fa­cil­men­te se de­sa­pe­gam e des­fa­zem os gri­lhões tra­ves­ti­dos em pos­ses e evi­dên­cias.

Pos­su­ir sem ser pos­su­í­do é o mó­vel que ga­ran­te o usu­fru­to das be­nes­ses e con­quis­tas que ga­ran­tem a pro­du­ti­vi­da­de e o fu­tu­ro das ci­vi­li­za­ções.

Na­da   nem  nin­guém de­ser­da­do do am­pa­ro e da pro­te­ção do Mais Al­to.

Tu­do e to­dos   fa­zem par­te de um con­cer­to uni­ver­sal em que a me­lo­dia mais har­mô­ni­ca, ca­ti­van­te, gra­ci­o­sa e gran­di­o­sa se ex­pan­de em ape­los de aco­lhi­men­to e mi­se­ri­cór­dia.

Pa­ra que pos­sa­mos nos sin­to­ni­zar e usu­fru­ir des­sa re­gên­cia su­bli­me, que am­pa­ra e for­ta­le­ce na cons­tru­ção do be­lo e do bem,  fa­ça­mos o me­lhor.

 

(El­zi Nas­ci­men­to – psi­có­lo­ga clí­ni­ca e es­cri­to­ra / El­zi­ta Me­lo Quin­ta  –  pe­da­go­ga – es­pe­cia­lis­ta em Edu­ca­ção e es­cri­to­ra. São res­pon­sá­veis pe­lo Blog Es­pí­ri­ta: lu­zes­do­con­so­la­dor.com. Elas es­cre­vem  no DM às sex­tas-fei­ras e aos do­min­gos. E-mail: iop­ta@iop­ta.com.br    (062) 3251 8867.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia