Festa reúne profissionais da educação ao Título Consuelo Nasser
Redação DM
Publicado em 23 de março de 2018 às 22:27 | Atualizado há 8 anos
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil a CTB Goiás, não mede esforços na luta pela valorização da classe trabalhadora, em especial das mulheres, e homens que dedicam suas vidas na emancipação humana.
Conheci o Sistema S quando entrei para a faculdade. Logo fui chamada a um estágio remunerado no Sesi Jardim Planalto, local onde, aprendi a conviver com um sistema organizado de trabalho educacional e laboral. Fiz muitos cursos e fui bem respeitada. Lá também, conquistei grandes amigos. Logo passei em concurso público e tive que ir para a rede estadual de educação. Mas, agora, na luta sindical, reencontro vários amigos do Sistema SesiSenai. Um deles meu querido professor Ítalo, presidente da Câmara de Educação Profissional do Conselho Estadual de Educação, da qual tive a honra de assumir a vice presidência. Também conheci Paulo Vargas, que nos conta sua bela história. Ele era uma jovenzinho quando decidiu que não queria ser médico, advogado ou engenheiro civil.
Funcionário da construtora do ex-governador Irapuan Costa Junior, quis seguir carreira no Senai.
Quando prestou seu primeiro concurso para ingressar no sistema Senai, chegou atrasado para as provas, porque estava trabalhando na construtora. Isso o impossibilitou de ser aprovado.
No segundo concurso, foi aprovado. Aí fez carreira, e hoje exerce duas importantes funções no sistema ‘S’. É superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi) e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
A educação profissional no Brasil tem sido um marco no processo de formação da classe trabalhadora. O sistema ‘S’ em especial Sesi/Senai realizam inúmeros programas e projetos de formação profissional, que colaboram não só com a qualidade e qualificação da mão de obra, formando e empregando inúmeras pessoas, mas também, colabora, para a humanização das relações de trabalho.
Já foi a época em que os trabalhadores eram contratados apenas para apertarem parafusos. O sistema Fieg/Senai, veio para mudar isso.
Não só os trabalhadores adquiriram possibilidade de ingresso e de permanência no mercado de trabalho, como também a esperança para a juventude, que hoje, em Goiás e no Brasil, parcela significativa correspondem a geração ‘nem nem’: não trabalham e nem estudam. Segundo o IBGE, cerca de 20% estão à margem do acesso escolar e profissional, ou seja, a educação profissional ainda precisa de muito incentivo.
A professora Ivone, o senhor Pedro Alves de Oliveira e o dr. Paulo Vargas, professor Ítalo, são exemplos de pessoas que se deram bem na vida pela persistência e honestidade no trabalho, além do investimento na formação profissional que receberam. É fundamental conhecer a história desses dois homens de valor.
Paulo Vargas foi o responsável pela aproximação do Sesi/Senai em Goiás, e esse modelo de gestão foi ampliado para grande parte dos estados brasileiros.
Só no ano de 2017, o Sesi ofereceu 800 bolsas de estudos para o ensino profissionalizante. E a tendência é de crescimento.
Hoje a cooperação é entre vários sistemas ligados à indústria, quais sejam: Fieg, Sesi, Senais, IEL, Icq Brasil.
Hoje a festa é de mulheres e homens que constroem a educação, e mais ainda é daqueles e daquelas que realizam a educação profissionalizante em Goiás, e terá cerimônia no auditório do Palácio da Indústria, na Avenida Araguaia, a partir das 18:00hs, onde a CTB Goiás (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) entregará o título Consuelo Nasser a grandiosos educadores que dedicam suas vidas na defesa de um projeto nacional de desenvolvimento com a valorização da classe trabalhadora.
(Ailma Maria de Oliveira, presidenta da CTB Goiás)