Brasil

Frio intenso abre o inverno, mas previsão aponta calor acima da média até setembro

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 18 de junho de 2026 às 09:48 | Atualizado há 1 hora

Massa de ar polar deve provocar a primeira grande onda de frio do inverno, com temperaturas negativas | Foto: Reprodução
Massa de ar polar deve provocar a primeira grande onda de frio do inverno, com temperaturas negativas | Foto: Reprodução

O inverno de 2026 começa oficialmente no próximo domingo (21) sob influência de uma intensa massa de ar polar, que deve provocar uma queda acentuada das temperaturas em diversas regiões do país. A expectativa é de que cidades do Sul e áreas do Sudeste registrem temperaturas abaixo de 0°C durante julho.

Logo nas primeiras semanas da estação, o avanço do ar frio deve atingir não apenas os estados sulistas, mas também parte do Centro-Oeste e do Sudeste. A previsão aponta ainda para um novo episódio de friagem em estados da Região Norte, como Acre, Rondônia e sul do Amazonas.

Apesar do início marcado pelo frio intenso, os meteorologistas alertam para uma mudança gradual no comportamento climático ao longo da estação. Segundo projeções da Climatempo, o fenômeno El Niño 2026/2027 tem potencial para alcançar intensidade forte ou até muito forte, figurando entre os eventos mais significativos das últimas décadas.

Com isso, períodos de calor acima do normal devem ganhar força especialmente a partir de agosto. As temperaturas mais elevadas tendem a atingir áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste, com possibilidade de novas ondas de calor em setembro.

Influência do El Niño pode favorecer calor intenso e alterar o padrão de chuvas em diversas regiões | Foto: Reprodução


Entre as regiões com maior probabilidade de registrar temperaturas acima da média estão Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e partes do Pará. Já no Sul, em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e em áreas de Minas Gerais, a média térmica deve permanecer próxima dos padrões históricos da estação.

Além das mudanças na temperatura, o El Niño também deve alterar o regime de chuvas pelo país. A Região Sul deve concentrar os maiores impactos, com aumento da frequência de frentes frias, temporais, rajadas de vento e volumes de precipitação acima da média. O sudoeste do Paraná aparece entre as áreas com maior potencial para acumulados expressivos.

No Sudeste e no Centro-Oeste, onde o inverno normalmente é marcado pela estiagem, a previsão indica episódios de chuva mais frequentes do que o habitual, favorecendo volumes próximos ou ligeiramente acima da média em diversas localidades.

A tendência também aponta para precipitações superiores ao normal em Acre, Rondônia e no sul do Amazonas. Em contrapartida, parte do Nordeste deve enfrentar um cenário mais seco, especialmente no litoral leste, onde julho costuma ser um dos meses mais chuvosos do ano.

No extremo norte do país, estados como Roraima, Amapá e áreas do Amazonas e do Pará podem registrar índices de chuva abaixo do esperado. Já em Tocantins e no leste paraense, o predomínio de tempo seco deve seguir o comportamento típico da estação.


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