Havaianas perde R$ 200 milhões na Bolsa após propaganda com Fernanda Torres dividir opiniões
Redação Online
Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 17:34 | Atualizado há 6 meses
A oscilação no mercado ocorre após a repercussão de uma propaganda estrelada pela atriz Fernanda Torres
A Alpargatas, controladora da marca Havaianas, registrou queda de 2,7% em suas ações nesta segunda-feira (22/12), movimento que reduziu cerca de R$ 200 milhões de seu valor de mercado. Os papéis foram negociados a R$ 11,40 no início da tarde, após chegarem a cair 3,2% nas primeiras horas do pregão.
Mesmo com o recuo, a empresa mantém valorização expressiva no acumulado de 12 meses. As ações subiram 84% no período e saíram de R$ 6,18 em janeiro. Atualmente, a Alpargatas está avaliada em aproximadamente R$ 7,3 bilhões na B3, segundo dados do Portal UOL.
A oscilação no mercado ocorre após a repercussão de uma propaganda estrelada pela atriz Fernanda Torres. No comercial, a atriz ironiza a expressão “pé direito” ao desejar que o público comece 2026 “com os dois pés”, ao associar a mensagem ao uso das sandálias da marca.
A peça publicitária provocou críticas e campanhas de boicote nas redes sociais. Internautas e lideranças políticas acusam a marca de assumir posicionamento político alinhado à esquerda, o que intensificou a polarização em torno da Havaianas.
Entre os críticos estão políticos ligados ao PL. Eduardo Bolsonaro publicou vídeo ao jogar um par de sandálias no lixo e afirmou que deixará de consumir a marca. Nikolas Ferreira também aderiu ao boicote e reforçou críticas à atriz e à empresa.
No MS, deputados federais Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon criticaram a campanha. Nogueira divulgou vídeo e descartou pares de chinelos e anunciou o rompimento com a marca. Pollon sugeriu a adoção de fabricantes locais. O vereador Rafael Tavares reforçou o discurso de que marcas politizadas perdem mercado.
Em reação, parlamentares do PT manifestaram apoio público à Havaianas. Camila Jara ironizou a mobilização da direita, enquanto vereadores e deputados estaduais publicaram imagens ao usarem o produto. Alguns associaram a marca a símbolos populares e fizeram provocações políticas em tom de deboche.
O episódio reacende o debate sobre posicionamento político no marketing corporativo. A repercussão mostra como campanhas publicitárias podem ultrapassar o campo comercial e gerar impactos diretos no mercado financeiro e na imagem institucional.
Foto: Reprodução