Hospital Araújo Jorge de Goiânia ensina como prevenir câncer de pulmão
DM Redação
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 11:27 | Atualizado há 44 minutos
Agosto Branco reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de pulmão | Foto: Divulgação
A informação segura e de qualidade é uma das principais aliadas na prevenção do câncer. Por isso, durante o “Agosto Branco”, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pulmão, o Araújo Jorge – Hospital de Câncer de Goiânia reforça a importância de alertar a população sobre os fatores de risco, os sinais de alerta e a necessidade de abandonar o tabagismo, considerado o principal fator de risco para esse tipo de câncer.
Considerado uma das neoplasias mais letais, o câncer de pulmão é a segunda doença oncológica mais incidente no mundo e ocupa o primeiro lugar entre as causas de morte por câncer, principalmente porque, na maioria dos casos, é diagnosticado em fases avançadas.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), aproximadamente 85% dos casos da doença estão relacionados ao consumo de produtos derivados do tabaco. No Brasil, o câncer de pulmão é a quarta neoplasia mais incidente, desconsiderando os casos de câncer de pele não melanoma. Enquanto a incidência da doença apresenta redução entre os homens, reflexo da queda do número de fumantes, entre as mulheres os casos continuam em crescimento, acompanhando mudanças no padrão de consumo do tabaco.
Fatores de risco
Embora o tabagismo seja o principal fator associado ao desenvolvimento da doença, outros fatores também aumentam o risco de câncer de pulmão. Entre eles estão a exposição ocupacional a substâncias cancerígenas, como amianto, sílica, arsênio, cádmio e níquel, além da poluição atmosférica, fumaça de motores a diesel, radiações, doenças pulmonares crônicas, radioterapia prévia na região do tórax, tabagismo passivo e histórico familiar da doença.
Além do cigarro convencional, o uso de cigarros eletrônicos (vapes) e narguilé também preocupa os profissionais de saúde. Esses dispositivos também apresentam potencial cancerígeno e têm registrado aumento expressivo de consumo, principalmente entre os jovens.
Sinais de alerta
De acordo com o chefe do Setor de Oncologia Torácica, Frederico Monteiro, o câncer de pulmão costuma evoluir de forma silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Nos estágios iniciais, grande parte dos pacientes não apresenta sintomas. Quando surgem, os sinais mais frequentes incluem tosse persistente, catarro com sangue, falta de ar, dor no peito, rouquidão, infecções respiratórias recorrentes, fadiga, febre e perda de peso sem causa aparente”, alerta o especialista.
Monteiro reforça que qualquer sintoma persistente deve ser investigado por um profissional de saúde, especialmente em pessoas com histórico de tabagismo ou outros fatores de risco.

Prevenção e diagnóstico precoce
A principal forma de prevenção é não fumar ou interromper o uso de qualquer produto derivado do tabaco. A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico, também contribui para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
Para pessoas consideradas de alto risco, especialmente fumantes ou ex-fumantes com idade superior a 55 anos, que fumaram por pelo menos 20 anos ou interromperam o hábito há menos de 15 anos, a tomografia computadorizada de baixa dose realizada anualmente é uma importante ferramenta para a detecção precoce do câncer de pulmão. Quando identificado em estágios iniciais, o tratamento apresenta melhores resultados e maiores chances de cura.
Campanha de conscientização
O Agosto Branco também reforça a importância de ações educativas voltadas à prevenção do tabagismo. No dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data que mobiliza profissionais de saúde, instituições e a sociedade para conscientizar sobre os impactos do cigarro na saúde e incentivar a cessação do tabagismo.
Ao ampliar o acesso à informação e estimular escolhas mais saudáveis, a campanha busca reduzir a incidência do câncer de pulmão e contribuir para que cada vez mais pessoas recebam o diagnóstico precocemente, fator fundamental para aumentar as chances de tratamento, melhorar a qualidade de vida e ampliar a sobrevida dos pacientes.