Brasil

Indagações

Redação DM

Publicado em 12 de julho de 2016 às 02:42 | Atualizado há 2 anos

Seria desejável que o povo do Rio de Janeiro, num exercício de imaginação, refletisse sobre a situação da cidade, caso Fernando Gabeira fosse eleito prefeito. É bom lembrar inicialmente ao desmemoriado eleito, que a diferença de votos para o vencedor, sr. Eduardo Paes, atual prefeito, foi infinitesimal, sendo a vitória obtida graças a um estratagema de política de várzea executado pelo então governador do estado, sr. Sérgio Cabral, atualmente bem próximo de uma investigação de corrupção, ao decretar, às vésperas da eleição, um feriado inopinado que, associado à falta de consciência política da massa votante, levou uma boa quantidade de cariocas para a praia, em vez da urna. Assim, não custa, neste momento de caos pelo qual passa o Estado e de deslumbramento olímpico, artificial, da cidade, formular algumas perguntas hipotéticas: determinaria Gabeira, com base em argumentos puramente estéticos, contrariando pareceres assinados por respeitáveis técnicos, a demolição da Avenida Perimetral, importante artéria de mobilidade, com vigas valiosíssimas furtadas sem explicação até hoje, em pleno funcionamento quando derrubada? Apoiaria a indicação do Rio para sede das Olimpíadas, fato aclamado, à época, com euforia oriunda da boa fase na economia e do populismo inconsistente cujas consequências, aliadas ao espetro de corrupção que já estava em franco crescimento e à deterioração da economia, estamos hoje sofrendo? Bancaria obras faraônicas, como o Museu do Amanhã, quando há vários, do passado, como, aliás, todos os museus devem ser, em situação difícil, alguns fechados? Teria ele concordado em organizar caríssimos “reveillon’s” quando a saúde pública em torno estava necrosada e a segurança de muletas? Essas são algumas das indagações que estariam hoje respondidas se a margem vencedora de votos não ignorasse o apelo de um governo criador de feriados artificiais com propósitos de poder. Se as respostas de Gabeira  a essas e outra questões fossem negativas, certamente não terminaria o mandato.

(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)

 


O absurdo aparelhamento da SBPC

Eliana França Leme

É inconcebível e revoltante o fato de sabermos que a Ciência no Brasil está tão ideologizada a ponto da presidente da SBPC, Helena Nader, ter pedido seu afastamento por ter sido fortemente  agredida por membros pró PT que formam uma patrulha ideológica extremamente autoritária, após ter sugerido a neutralidade na entidade não se colocando nem pró Temer nem pró Dilma. Foi chamada de “pelega” pelos “cientistas” presentes entre outras ofensas. A agressão foi de tal monta que preferiu demitir-se. Desta forma, os que não são petistas encontram grande dificuldade em dar sua contribuição à ciência e humanidade em nosso País, já tão carente de excelência nas universidades públicas brasileiras. Ninguém ignora a importância do conhecimento científico e tecnológico para o desenvolvimento de um País, mas isto parece ter pouca importância para estes senhores que se apropriam no berro dos rumos da SBPC que tanto poderia contribuir para o enriquecimento da produção científica no Brasil. Ou reagimos a isso, ou esta e outras gerações estarão com sua formação acadêmica totalmente comprometida, pois este é o retrato das nossas universidades. Que isto seja digno da repulsa por parte da sociedade que deseja uma universidade de qualidade não só para os seus, mas para o desenvolvimento intelectual e acadêmico nacional.

(Eliana França Leme, vioa e-mail)

 


Carta inútil da Dilma

Paulo Panossian

A afastada presidente Dilma, que jamais teve a grandeza de enfrentar o nosso País, de frente, ou seja, com a soberba que lhe é peculiar, nunca quis admitir seus erros (que foram muitos e graves), até mesmo de que faria o diabo para se manter no poder, “e fez”, agora, neste momento que deveria fazer a sua defesa perante a Comissão Especial do Impeachment, no Senado, também lhe faltou a atitude republicana, fugiu de sua responsabilidade e mandou um mensageiro seu como o ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardoso para esta tarefa. Cardoso leu as 32 páginas cobertas de baboseiras e de chororôs, não faltando apelação de uma volta ao passado em que diz: “Já sofri a dor da tortura, já passei pela dor aflitiva da doença, e hoje sofro a dor inominável da injustiça.”  Não falou em golpe, mas que é “vítima de farsa jurídica e política”. Ou seja, uma carta inútil, que vem de uma presidente como Dilma Rousseff, que em quase seis anos de mandato, sem piedade, afundou a nossa economia, e colocou na rua da amargura 11,4 milhões de trabalhadores que estão desempregados. E que somados os seus dependentes prejudicou 40 milhões de brasileiros. Além de mais de 1 milhão de empresas que faliram.  Dilma vai contar essas lorotas para o seu criador, Lula, esse também o principal culpado por todo lamaçal da corrupção que vivemos…

(Paulo Panossian, via e-mail)


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia