Lugar de polícia é nas ruas
Redação DM
Publicado em 3 de março de 2016 às 21:40 | Atualizado há 10 anosO esforço concentrado que o novo secretário de Segurança Pública, José Éliton está comandando para promover uma pacificação no Estado de Goiás, reduzindo as taxas de criminalidade e lançando mão de todos os instrumentos para dar uma sensação de tranquilidade para a sociedade precisa receber reciprocidade nas mesmas forças de segurança. Combater o império do crime é uma missão que exige esforço de todos, mas que precisa ter uma resposta imediata justamente da corporação a quem cabe constitucionalmente o policiamento ostensivo: a Polícia Militar.
Composta de homens e mulheres que exercem com grande denodo e profissionalismo suas funções nossa gloriosa Polícia Militar de Goiás sempre foi um exemplo em muitos sentidos para as forças policiais do restante do País. Nossos praças e oficiais são detentores de um alto grau de especialização que orgulha a população e a bravura com que nossos combatentes se lançam diariamente no combate ao crime são exemplo para nossos jovens de como devem encarar uma profissão com amor e dedicação.
Todavia, estamos assistindo a um comportamento vacilante e nada elogioso por parte de alguns, logo após o anúncio de que as disposições para outros órgãos sejam canceladas e que um efetivo de 400 policiais militares que estejam prestando serviços em outros locais retornem para seus postos de origem afim de comporem a grande massa de policiais que será colocada nas ruas para combater o crime. Lamentavelmente uma pequena parcela reluta em deixar os gabinetes refrigerados e tranquilos para voltarem aos seus postos e encararem a função primeira para a qual foram integrados às fileiras da PM: a ponta da espada, a luta de frente contra criminosos que amedrontam nossas famílias, o embate contra o mal que assola nossa população.
O novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Divino Alves, não se acomoda a uma mesa encastelada no gabinete do comando-geral. Como disciplinado combatente ele vai para as ruas em farda de serviço, com arma na cintura e algema do outro lado e se fizer necessário ele mesmo encara a maldade do crime de frente e não se acovarda em dar voz de prisão a um meliante. Assim se porta um oficial de quem se exige o exemplo: não espera, ele mesmo mostra como faz e faz bem feito. Como a tropa é o reflexo do comandante a sociedade goiana espera dos policiais militares o esforço redobrado para combater o crime em todos os recantos onde ele tenha se enraizado, para garantir a nossas crianças e jovens um futuro seguro, de paz e progresso.
O que podemos retribuir é o reconhecimento a esses corajosos policiais militares que atenderão ao chamado que a população lhes faz e deixará a tranquilidade dos postos administrativos que ocupam atualmente em locais como Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunais de Contas, Câmara Municipal, Ministério Público e outros desvios de função para engrossarem as fileiras dos que vão garantir a pacificação de nosso Estado e o combate efetivo à criminalidade.
Hélmiton Prateado é jornalista