Manifestação em memória ao 8 de Janeiro termina em confusão e confrontos em São Paulo
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 15:20 | Atualizado há 6 meses
Troca de agressões e provocações marca manifestação em São Paulo em lembrança ao 8 de Janeiro | Foto: EFE/Isaac Fontana)
Um ato em memória aos três anos dos eventos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 gerou confusão e confrontos na última quinta-feira (8) na Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo.
Organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o evento teve como objetivo relembrar as invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília, realizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a contestação do resultado das eleições presidenciais de 2022, que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva.
A manifestação também expressou oposição ao Projeto de Lei da Dosimetria, que visa reduzir as penas dos envolvidos na tentativa de golpe. A proposta gerou críticas entre parlamentares e lideranças da oposição, acirrando ainda mais a polarização política no país.
A confusão começou com a chegada de figuras políticas ligadas à direita, como o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União Brasil) e o vereador Rubinho Nunes (PL-SP). A tensão aumentou rapidamente entre os grupos presentes, e o que deveria ser uma manifestação pacífica se transformou em um confronto físico.
Imagens publicadas nas redes sociais por Garcia e Nunes mostraram o momento do conflito, com empurrões, gritos e até trocas de socos entre os participantes.
Douglas Garcia relatou que teve sua camisa rasgada durante a manifestação e que levou um soco de um manifestante, reagindo em seguida. Em outro ponto do ato, Rubinho Nunes foi filmado gesticulando para os manifestantes e gritando “recua, recua”, o que, segundo relatos, aumentou ainda mais a confusão no local.
O ato ocorreu no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o Projeto de Lei da Dosimetria, decisão que gerou reações rápidas de parlamentares da oposição. A manifestação e os confrontos refletiram a crescente polarização política do Brasil, com a disputa por narrativas sobre os responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro e as diferentes perspectivas sobre as consequências dos eventos.
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