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Médico dizia ser médium para justificar toques íntimos em pacientes durante consultas

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 31 de março de 2026 às 14:50 | Atualizado há 2 meses

Cardiologista foi preso após denúncias de abuso durante atendimentos | Foto: Reprodução
Cardiologista foi preso após denúncias de abuso durante atendimentos | Foto: Reprodução

Uma paciente que denunciou o cardiologista Daniel Kollet, de 55 anos, relatou à Polícia Civil que o médico dizia ser médium durante os atendimentos realizados em Taquara (RS). O profissional foi preso sob suspeita de cometer crimes sexuais contra diversas mulheres dentro do consultório.

De acordo com o depoimento, a vítima passou a se consultar com o médico em 2024, por ele ser amigo de seu marido. Já no primeiro atendimento, ela afirmou ter estranhado a forma como foi tratada, considerada íntima e inadequada para o ambiente médico.

Durante um dos exames, a paciente relatou que o cardiologista apalpou sua barriga e seus seios sem justificativa clínica. Ela afirmou ainda que percebeu que o médico estava com ereção e que ele encostava o pênis em suas pernas enquanto ela estava sentada na maca.

Segundo o relato, ao se levantar, a mulher foi abraçada pelo médico, que disse ser médium e alegou estar “passando energia boa”. Ele também teria pedido que ela não contasse a ninguém sobre o ocorrido.

A paciente disse que compartilhou a situação com o marido e durante sessões de terapia, mas não procurou a polícia na época por acreditar que não teria provas suficientes.

Mais de 30 mulheres relatam abusos em atendimentos médicos

O médico foi preso na última segunda-feira (30), investigado por crimes de importunação sexual e violação sexual mediante fraude contra mais de 30 mulheres.

Conforme a Polícia Civil, os casos teriam ocorrido principalmente durante consultas de rotina no consultório localizado na região central da cidade. As investigações apontam que o médico se aproveitava do momento em que as pacientes estavam nuas para se aproximar, abraçar, beijar e acariciar sem consentimento.

“As vítimas ficavam em estado de choque e sem reação. Pelo menos três mulheres, com idades entre 30 e 42 anos, prestaram depoimento, e os relatos são semelhantes e coesos, demonstrando o modo de agir do investigado”, afirmou o delegado Valeriano Garcia Neto.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras possíveis vítimas. Após a prisão, o médico foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.


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