Membros de célula neonazista viram réus em SC
Redação DM
Publicado em 13 de dezembro de 2022 às 17:29 | Atualizado há 2 anos
Fernando Boeira Keller
Oito membros de uma célula neonazista presos em novembro, se tornaram réus em São Pedro de Alcântara (SC), A Justiça aceitou a solicitação do Ministério Público, que acusa os réus de “associação para o fim específico de cometer crimes de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”..
De acordo com a investigação, o grupo realizava um encontro anual da célula com a finalidade de praticar, incitar e cultuar o preconceito de raça, cor e religição, idolatrando o nazismo.
Os presos têm entre 22 e 48 anos, sendo quatro do Rio Grande do Sul, um de Santa Catarina, um do Paraná, um de Minas Gerais e um de Portugal. Um deles é suspeito de matar um casal, outro condenado por tentativa de homicídio contra judeus e um detido por porte de arma, além de quatro empresários.
Segundo as investigações, os criminosos escolheram a cidade por ser a primeira colônia alemã de Santa Catarina, fundada em 1829.
No sítio em que foram presos, foram encontrados materiais de divulgação da ideologia neonazista. Segundo p MPSC, os membros também exibiam tatuagens em fotos nas redes sociais.
Os membros são:
Laureano Vieira Toscani: condenado por tentativa de homicídio contra judeus em Porto Alegre e cumpria a pena em liberdade;
Saiuri Reolon: possui antecedentes criminais por homofobia, ameaça e lesão corporal;
João Guilherme Correa: denunciado por duplo homicídio devido a uma disputa entre líeres de célular neonazistas na Grande Curitiba;
Gustavo Humberto Byk: passagem pela polícia devido a preconceito religioso;
Julio Cezar de Souza Flores Junior: possui passagens por receptação e porte de arma de fogo;
Miguel Angelo Gaspar Pacheco;
Rafael Romann;
Igor Alves Vilaca Padilha.