Brasil

Mulher trans acusa dono do Frigorífico Goiás de não pagar programa de R$ 500

Léo Carvalho

Publicado em 10 de julho de 2026 às 10:35 | Atualizado há 37 minutos

Empresário Leandro Batista Nóbrega foi denunciado por uma mulher trans por calote no amor de R$ 500 | Foto: Reprodução
Empresário Leandro Batista Nóbrega foi denunciado por uma mulher trans por calote no amor de R$ 500 | Foto: Reprodução

Uma mulher trans, identificada pelo nome fictício de Aline para preservar sua identidade, denunciou o empresário goiano Leandro Batista Nóbrega por supostos atos de transfobia, além de acusá-lo de não pagar R$ 500 combinados por um programa e de fazer ameaças após uma discussão. O caso foi revelado nesta sexta-feira (10) pelo jornal Metrópoles.

Leandro Batista Nóbrega é proprietário do Frigorífico Goiás, empresa que ganhou notoriedade nacional pela comercialização da chamada “Picanha de Bolsonaro”. O empresário também mantém proximidade com lideranças da direita, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nas redes sociais, soma cerca de 2,5 milhões de seguidores no perfil oficial do frigorífico no Instagram e aproximadamente 974 mil em sua conta pessoal.

De acordo com informações publicadas pelo Metrópoles, a acompanhante de luxo procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) na noite de 15 de junho, poucas horas após o encontro, para registrar um boletim de ocorrência.

Dono do Frigorífico Goiás é alvo de denúncia por transfobia, ameaça e não pagamento de programa
Frigorífico Goiás já foi processado em meio milhão de reais após anúncios contra petistas | Foto: Reprodução

Segundo o registro policial obtido pelo jornal, o desentendimento teria ocorrido durante o programa por causa do tipo de serviço sexual pretendido pelo empresário. A denúncia relata que Leandro já havia entrado em contato com Aline em 2024 e voltou a procurá-la em maio deste ano. Antes disso, ela afirmou ter percebido que um perfil ligado ao Frigorífico Goiás visualizava frequentemente suas publicações no Instagram. Posteriormente, o empresário teria iniciado contato pelo WhatsApp para marcar o encontro.

Ainda conforme o boletim de ocorrência citado pelo Metrópoles, Leandro chegou ao apartamento da acompanhante por volta das 13h, no horário previamente combinado, e permaneceu no local por cerca de uma hora e dez minutos.

O documento policial registra que Aline realizou os serviços inicialmente acertados, mas a discussão começou quando o empresário teria manifestado interesse em uma prática sexual que ela afirmou não realizar. Após sair do banho, ela reconheceu que o cliente era o proprietário do Frigorífico Goiás, conforme consta no boletim de ocorrência obtido pelo jornal.


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