Nada com coisa nenhuma
Redação DM
Publicado em 21 de janeiro de 2016 às 22:13 | Atualizado há 10 anosConfuso, desinformado e sem nexo. Assim pode ser definido o artigo da consultora de comunicação Viviane Vieira de Assis Paes, intitulado Adeus escolas públicas em Goiás, publicado aqui no OpiniãoPública do jornal Diário da Manhã. Pelo visto, ela não conhece a realidade de Goiás e está opinando sobre um assunto por ouvir falar e não embasada em informações verdadeiras, que podem ser acessadas facilmente, apenas utilizando uma ferramenta eletrônica conhecida por todos, onde estão disponibilizados, na página da Secretaria de Estado da Educação, Esportes e Lazer, o aviso de Chamamento Público nº 001/2016, que também foi publicado no Diário Oficial do Estado de Goiás, edição do dia 06 de janeiro de 2016. Lá também a nossa visitante pode encontrar os esclarecimentos sobre o papel das Organizações Sociais na gestão compartilhada de 23 das 1.165 unidade escolares da rede estadual de ensino em Goiás.
A primeira bobagem que a articulista escreve é que as Organizações Sociais administram órgãos públicos. Não, menina, as OSs administram alguns serviços prestados por órgãos públicos e são monitoradas, orientadas e fiscalizadas por esses órgãos e também pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, pela Procuradoria Geral e pelo Ministério Público, além de auditoria independente. Ficou claro?
Outra besteira que a senhora Viviane emite é quanto o trabalho das Organizações Sociais na área da Saúde. Ela diz que não deu certo. Com certeza ela não conheceu o Hospital de Urgências, o Hospital Geral de Goiânia, o Hospital Governador Otávio Lage de Siqueira e o Hospital Materno Infantil, antes das OSs e não conhece agora, depois que a gestão compartilhada mudou a saúde pública prestada pelas unidades sob a responsabilidade do governo de Goiás, através da Secretaria da Saúde.
Se um serviço que tem a aprovação, aferida em ampla pesquisa, de 94% de usuários e seus acompanhantes, não deu certo, o que será que vai dar? Os pacientes que procuram as citadas unidades estaduais de saúde não querem saber quem administra os hospitais, eles querem é atendimento humanizado. Foram-se os tempos das macas nos corredores; de prédios feios e caindo aos pedaços; de limpeza precária; de gente morrendo por falta de atendimento; de funcionários em insatisfeitos e dispostos a greves; além prestadores de serviços e fornecedores falidos por conta da falta de pagamento. Com as OSs, tudo isso é passado que não deixou saudades.
Por não viver a realidade goiana, a neófita em assuntos administrativos do nosso estado, rotula o governador Marconi Perillo como se ele fosse autoritário e inflexível. Nada mais falso e injusto. Marconi é um democrata por formação. Agora, ele foi eleito para tomar decisões e executar projetos. Isto ele faz muito bem.
A secretária da Seduce, Raquel Teixeira, educadora por vocação e professora dedicada à educação pública, não iria colocar em risco a sua biografia impecável para entrar numa aventura. Antes de concordar com a entrada das Organizações Sociais para a gestão compartilhada das escolas, num projeto piloto a ser implantado na subsecretaria regional de Educação de Anápolis; ela conheceu pessoalmente os vários modelos de gestão compartilhada; ouviu especialistas em ensino público; chamou entidades representativas para o debate e está completamente desarmada para conversar com quem queira dialogar e não impor posições e fazer baderna e quebradeira.
A Educação não vai melhorar com mentiras e factóides plantados por militantes sindicais e partidários. Espalhar boatos, tantas vezes desmentidos, de que haverá cobrança de taxas e mensalidades dos pais e alunos, além de precarizar a carreira dos educadores, é um mentira escandalosa, que só gente mal intencionada ou tola pode acreditar. Quem tiver a boa vontade de querer se informar e tirar dúvidas, basta visitar a página da Seduce. Ali estão perguntas e respostas sobre os objetivos, alcance e função das Organizações Sociais na gestão compartilhada. Se ainda assim alguma dúvida persistir, expresse-a de maneira civilizada e, certamente, ela será esclarecida.
O governador Marconi não vai recuar mesmo e tem o apoio dos eleitores goianos que o elegeram para tomar decisões que melhorem a qualidade de vida de todos nós goianos. Se a maioria da sociedade estivesse nas ruas protestando e exigindo que o governador retrocedesse em sua determinação, seria uma coisa, mas querer que uma autoridade pública, democraticamente eleita, capitule diante de um grupinho manjado, que está em toda e qualquer manifestação sectária contra o governo estadual, é querer demais.
Espero que a dona Viviane se informe ou apenas observe com acuidade o quanto Goiás mudou para melhor com o trabalho incansável do governador Marconi Perillo. Ela pode desfrutar de viagens de avião, mas seria bom que tomasse uma das rodovias goianas que foram reconstruídas; que fosse ao Centro Cultural Oscar Niemeyer; que matasse a saudade da cidade de Goiás durante o Festival de Video e Cinema Ambiental; que fosse ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira ver as condições de trabalho dos servidores públicos; que entrasse numa escola Padrão Século XXI ou que viesse aqui em Anápolis, ver de perto o que é o DAIA, maior polo farmacêutico na produção de genéricos do Brasil; que comparasse os números da economia goiana com as gestões anteriores a Marconi Perillo e se atualizasse sobre a nova realidade de Goiás.
Se as coisas estão piores em outras partes do Brasil, não é culpa do governador goiano. Por sua coragem e visão de futuro, Marconi tomou decisões acertadas ainda em 2014, antes que a crise econômica nacional recrudescesse e nosso estado é um dos únicos do país que está com pagamentos em dia, obras em execução ou sendo inauguradas e projetos ambiciosos para o futuro, como o de transformar a educação pública, sem que ela deixe de ser gratuita e democrática. Quem fala o contrário, está literalmente, voando.
(João Aquino Batista, jornalista e escritor)