Nota 1 e 2 no Enamed expõem crise na formação de médicos em Goiás
Giovanna Gonçalves - Estágio DM
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 15:30 | Atualizado há 6 meses
Estudantes de medicina em aula prática | Foto: https://facamedicina.afya.com.br/blog/quanto-custa-estudar-medicina
Seguindo a mesma linha do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia os alunos no ano de conclusão do curso superior, atribuindo uma média de 1 à 5, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) teve sua primeira edição em 2025 e resultados polêmicos divulgados em 2026.
Os resultados mostram que, das 304 faculdades de medicina pertencentes ao Sistema Federal de Ensino (público e privado), 99 obtiveram conceitos 1 ou 2 no Enade. Como a escala de avaliação vai de 1 a 5 e considera satisfatórios apenas os conceitos a partir de 3, esses cursos registraram menos de 60% de estudantes com desempenho considerado adequado na prova aplicada aos formandos de medicina.
“São mais de 13 mil graduados em medicina que receberão diploma e registro para atender a população sem terem competências mínimas para exercer a medicina. Isso é assustador e coloca em risco a saúde e a segurança de milhões de brasileiros”, denuncia o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo.
Por isso, Camilo Santana e Alexandre Padilha, ministros da Educação e da Saúde, determinaram medidas e investigações dentro dos cursos de medicina que tiveram baixo desempenho.
Medidas e punições
O MEC divulgou que haverá visitas de avaliação nas instituições de ensino em 2026 e atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de medicina. Além de submetê-los às seguintes medidas cautelares:
- Impedimento de ampliação de vagas;
- Suspensão de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies);
- Suspensão da participação do curso no Programa Universidade para Todos (Prouni);
- Suspensão da participação do curso em outros programas federais de acesso ao ensino superior;
- Redução de vagas para ingresso (cursos nota 2);
- Suspensão de ingresso de novos estudantes (cursos nota 1).
Faculdades com baixo índice
As faculdades que obtiveram nota 1, que é a menor dentro do conceito de 5, são as seguintes:
- Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNIPAC) – MG
- Universidade Brasil (UB) – SP
- Universidade do Contestado (UNC) – SC
- Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) – SP
- Universidade Federal do Pará (UFPA) – PA
Faculdades com bons índices
Por outro lado, 204 cursos conquistaram notas entre 3 e 5, dentre esses os cinco primeiro colocados são:
- Universidade Federal de Sergipe (UFS) – campus Lagarto – SE
- Universidade Federal de Sergipe (UFS) – campus Aracaju – SE
- Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) – MG
- Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – SP
- Universidade Federal de Viçosa (UFV) – MG
Medicina em Goiás
No Estado de Goiás, nenhum curso atingiu nota máxima, mas seis instituições, entre públicas e privadas, alcançaram médias 3 e 4, o que é considerado satisfatório. Confira:
- Universidade Estadual de Goiás (UEG) – 4
- Universidade Evangélica de Goiás (Unievangélica) – 4
- Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) – 3
- Universidade Federal de Goiás (UFG) – 4
- Universidade Federal de Catalão (UFCAT) – 4
- Universidade Federal de Jataí (UFJ) – 4
Contudo, 10 instituições privadas, em Goiás, obtiveram notas insatisfatórias (1 e 2).
- Centro Universitário de Goiatuba (Unicerrado) – Goiatuba – 1
- Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan) – Aparecida de Goiânia – 1
- Universidade De Rio Verde (Fesurv) – Goianésia – 1
- Universidade De Rio Verde (Fesurv) – Formosa – 1
- Universidade De Rio Verde (Fesurv) – Aparecida – 2
- Universidade De Rio Verde (Fesurv) – Rio Verde – 2
- Faculdade Morgana Potrich (Famp) – Mineiros – 2
- Centro Universitário de Mineiros (Unifimes) – Trindade – 2
- Centro Universitário de Mineiros (Unifimes) – Mineiros – 2
- Faculdade Zarns – Itumbiara – 1