Brasil

O diálogo nas relações pessoais e profissionais

Redação DM

Publicado em 4 de novembro de 2015 às 00:34 | Atualizado há 11 anos

Dialogar significa não somente conversar, mas também saber escutar o que o outro tem a dizer. Trata-se de situação que remete-nos à concepção de civilização e não barbárie.

Certo é que estaríamos diante de um monólogo caso não ouvíssemos  a outra parte e com a mesma trocássemos ideias. O diálogo é fundamental  em todas as relações pessoais e profissionais, haja vista necessitarmos uns dos outros nas diversas funções e papéis que executamos rotineiramente.

O melhor remédio para o esclarecimento de dúvidas,solução de lides é indubitavelmente saber falar, mas também ouvir. Quando o indivíduo fala e não manifesta-se favorável em escutar a opinião alheia, tem-se o entendimento que o egoísmo,a falta da educação imperam no universo de uma pessoa  que poderíamos definir como “tirana”. Alguém que só quer ter o direito de falar e ser ouvida,jamais ouvir.

Imagine um professor que se restringisse apenas em ministrar o conteúdo em sala de aula, sem sequer escutar e orientar seus alunos e seus questionamentos. Com certeza tal situação inibiria muitos discentes e fariam com que a maioria deles ficasse desmotivado no que concerne àquele tema falado em aula.

O que seria então de partes envoltas em conflitos se não existisse o papel do conciliador para apaziguar os ânimos frente a uma demanda? E se psicólogos não conversassem indicando os caminhos diversos para o seus pacientes na resolução de problemas cotidianos? Realmente o mundo estaria um caos,nesse sentido. Pior ainda seria a vigência do nunca esquecido Código de Talião, “olho por olho e dente por dente”, ou seja, conversar nem pensar.

A conversa é capaz de modificar pensamentos, auxiliar a formar opiniões diferentes, estabelecer acordos e também aliviar tensões, tal qual acontece em um diálogo informal, com os amigos, no final de semana ou em uma festa familiar.

Importante não confundir o diálogo com a fofoca, essa por sua vez é prática de quem dispõe de tempo excessivamente disponível  e que tem como objetivo básico, fazer intrigas e desmantelar a tão necessária boa convivência social.

O excesso de diálogo pode ocasionar cansaço, mas não prejuízo nas relações pessoais e profissionais. A fofoca não é excesso de diálogo, muito pelo contrário, é a deturpação de fatos ocorridos com alguém e sempre acrescidos da maldade alheia.

A educação é considerada a “mãe das boas condutas”, dentre elas a do diálogo, tão ausente na sociedade atual e em relações de parentesco tão próximas. Infelizmente muitos cidadãos preferem optar pelo não respeito ao próximo, seja não sabendo ouvir ou ainda aplicando a prática do desprezo, fator esse que tem como primeiras e inevitáveis vítimas, os mesmos cidadãos.

 

(Kelly Lisita Peres, graduada em Direito, pós-graduada em Direito Civil, Penal, Processo Penal e Docência Universitária, docente do curso de Direito – http:blog-da-prof-kelly-Lisita-Peres.webnode.com)

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia