Brasil

O impeachment da Dilma

Redação DM

Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 22:02 | Atualizado há 11 anos

Graças ao nosso importante e valioso sistema político adotado no País, o eleitor brasileiro goza do direito de escolher, através do voto livre e secreto, os candidatos lançados em campanhas eleitorais para disputarem os cargos de chefes do Poder Executivo, municipal, estadual e federal, bem como para os membros do Poder Legislativo, nos seus respectivos âmbitos territoriais. E sempre que o fazemos é com a mesma expectativa de dias melhores para toda a população.

Mas, esta nossa esperança otimista não tem sido correspondida nos últimos anos e se agravou ainda mais com o movimento oposicionista pelo processo de impeachment da presidente da República. É que o comportamento de certos parlamentares no exercício de seus cargos na Câmara Federal  está causando preocupação, pois está havendo desvio da principal função deles que é a de representar o povo naquela Casa, conforme estabelece o artigo 45, caput, da Constituição da República, onde prescreve, in verbis, que: “A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.”

No entanto, neste delicado momento de perplexidade e turbulência em que a população brasileira está se passando, devido à temerosa campanha pelo Impeachment da presidente Dilma, alguns parlamentares, que seriam os nossos representantes na Câmara Federal, se esqueceram dessa importante missão e estão agindo, em pleno exercício do cargo, com revanchismo político contra adversários, visando tão somente proveito pessoais e de aliados partidários, com o possível impeachment da presidente da República, sem medir as consequências negativas que poderão advir, inclusive em detrimento da Nação, pois poderá abalar, inclusive, o Sistema Democrático.

Eles ignoram também as constantes análises e opiniões de renomados cientistas políticos sobre as consequências que poderão causar o processo de Impeachment, como alertam os  membros da Associação Brasileira de Ciência Política (ASBC) que têm advertido que um possível afastamento da presidente da República agravaria ainda mais a crise em que estamos passando e prolongaria os seus efeitos maléficos por tempo indefinido. Mas, a meta dos adversários políticos da presidente é unicamente a de afastá-la do comando da Nação, custe o que custar, porquanto, sem medir as consequências danosas que poderão nos causar, por um período imprevisível. É como se dissessem: “O povo que se dane!”

 

(João Francisco do Nascimento, advogado militante em Goiânia, OAB-GO 2544, articulista do Diário da Manhã – e-mail: [email protected])

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