O limite da paciência é a paciência que se limita a despontar sem se irritar
Redação DM
Publicado em 20 de maio de 2016 às 02:22 | Atualizado há 10 anos
A serenidade finalmente venceu o medo e a deseperança que vinha afligindo o solo brasileiro e medrando o coração de uma gente que surgiu no planteta terra para mostrar, ao conjunto da sociedade que habita o seu globo, que é possível renascer das cinzas sem ser fénix.
Oxalá a solução tivesse chegado com maior rapidez para impedir a quadra que hoje enfrentamos, especialmente e em particular para não magoar o coração e a mente de tantos irmãos que se encontram hoje na fila do desemprego e em completo desespero para conseguir o mínimo do básico para o seu alimento e o de seus familiares, e o que falar por fim e não por último dos que se descobrem nas filas dos hospitais, postos de saúde e, também, e ainda, daqueles que se deparam acotovelando espaços em busca de medicamentos ou laboratórios para si ou para entes queridos.
Mostra-se deseperador e sobretudo penoso o momento que vivemos, mas, para alguns radicais sem noção, e em especial e principalmente os testas-de-ferro instilados por líderes irresponsáveis, a afastada do comando do país, por até cento e oitenta dias, é inocente e não cometeu nenhum crime. Cegos e surdos pela sede de poder não conseguem enxergar a letra contida na Carta Magna do País e menos ainda ouvir o suspiro e o choro dos que padecem as agruras do momento.
É intrigante como no curso da história a sensação de justiça prossegue latente porque o desequilíbrio da balança não conquistou, ainda, mesmo com o instituto da isonomia, o objetivo pretendido.
Somente para ilustrar, considerando a análise não de agressão à lei de responsabilidade, mas, tivesse ela aliviado uma penosa, diferentemente do que aconte com os pobres infelizes levados a praticar tal delito por absoluta falta de oportunidade, contigenciados pela imprevisão, nem a tona viria e, ainda, por certo lhe caberia a pena por troféu com a garantia da cocoricó consumida como prato principal, portanto, bem distinto do que toca aos infelizes que amargam atrás das grades uma pena sem pena, dó ou o piedade por igual cinca. Todavia, como equivalente não é, porque assim lembrasse veriamos por analogia a materialização da anedota do pintinho avermelhado, não de rubor, mas, pelo descomedido consumo do brasileiríssimo “abridor de apetite” como aperitivido, estaria a confessar, ao final, “não estar sentindo nadinha de nada”, por conseguinte, “tontinho”, nada sentir e nada saber.
Pilhéria à parte, aqui com a finalidade de aliviar a temperatura do momento, o clima persiste crítico exatamente em razão da demora de tomada de posição e a persistênte e resistente ação dos defensores para que tudo continue o mesmo. Ora, o país dos brasileiros que não “sorriem” com o ouro do erário via instituições “organizadas” tem pressa porque o Brasil lhes pertence por direito de nascimento, opção e merecimento e não por “posse” astuta e orquestrada dos que se julgam donos por malícia e assalto.
Basta de desmandos e descaminhos, gritaram os brasileiros em esmagadora maioria nas ruas, e o eco ativou os representantes do povo nas duas casas do parlamento federal. O Brasil está em transição e a gravidade imposta se deveu as perversões e lentor da ação, mas, os caos e a confusão não podem continuar instalados e, menos ainda, permitidos aos que deram causa e que insistem em alimentar o fogo na brasa de organismos sustentados pelo erário e, ainda, de instituições e países que mantém pessoas manipuladas em seus cargos à custa do sofrimento de povos e populações despossuídas, até mesmo do mínimo de ferramentas de instrução e informação, porque o limite da paciência é a paciência que se limita a despontar sem se irritar.
(Miron Parreira Veloso, jornalista, radialista, escritor, bacharel em C.Contábeis e gestor público. Livro publicado: Gestão Pública – Prática e Teoria (UEG))