O Lula, a Dilma e mais dez?
Redação DM
Publicado em 7 de março de 2016 às 23:57 | Atualizado há 10 anosEu li a ficha policial da “presidenta” Dilma Rousseff, seus crimes de sequestro e assalto a bancos, “arriscando vidas” e a própria, pensando estar colaborando com o combate à “Ditadura Civil e Militar” e o seu clima de medo, pavor e terror que imperava quando, todo o “santo mês” um jornalista “sumia misteriosamente” e, falo sério, quem sou eu para julgar aquela mocinha se estive, por um triz, em 1978, quase à filiar-me a um desses “movimentos revolucionários” – à época eu era o funcionário mais novo da “Folha de S. Paulo”, 18 aninhos e, bobinho, acreditando, piamente, que mudaria o “mundo” através do jornalismo, o que me “salvou” pois, devido ao meu gênio, minha aversão à mentiras e mentirosos estaria, provavelmente, morto – 1978, quando o jornalista Bóris Casoy era o editor geral da “Folha de S. Paulo” e o mestre Paulo Francis, que já morava em Nova York, seu maior “colaborador” e, não resistindo, realmente, misericordioso leitor, vou relatar, para encompridar mais ainda esses “travessões”, porque lembrei-me, agorinha e fiquei muito feliz que eu vi e ouvi, os dois, o Bóris Casoy e o Paulo Francis conversarem, o que faziam, normalmente, no “fechamento” da edição, claro, ao telefone, em ligações intermináveis, deixando-nos, eu e os colegas, impressionadíssimos porque, nesta época, eram raras e caríssimas as ligações internacionais, bem, antes de começar a enveredar para o “contumaz saudosismo”, trato de finalizar e digitar o travessão – então, nesta época eu quase me engajei num grupo “guerrilheiro”, também, como a Dilma Rousseff, hoje, agora, neste momento, agradeço aos céus por não ter feito o tal “alistamento”, porquanto, certamente, o misericordioso leitor não estaria vendo o autor tratar de finalizar, e logo, rapidinho, este primeiro parágrafo porque, já virou até práxis ele mencionar que parágrafos extensos costumam afugentar leitores, então, eis o segundo e derradeiro parágrafo:
Gosto de “História” e me empenho em mencionar repetitivamente, como venho fazendo nos últimos artigos e o misericordioso leitor assíduo viu e é fato o fato de mais de 99,9% da população brasileira – 99,9 mesmo, inclusive professores de “História” – não saberem quem é aquela mulher estampada em todas as notas, em todo o dinheiro e moedas de 1 real, aquela que assassinou o marido para casar-se com o filho e, pior, porque, afinal de contas aquela vagabunda não tem nada a ver conosco, então, pior é 99,9%, da mesma população, a brasileira, “com certeza”, pensarem que D. Pedro II, o carioca nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, é português e, mais, muito mais, pensar que foram os portugueses que roubaram o nosso ouro com as suas rústicas e frágeis naus de madeira, não as mineradores multinacionais e, por falar nisto, outro dia uma delas assassinou uma dúzia de pessoas e bilhões e bilhões de peixes, anfíbios, aves, cruz credo, vou até parar com o assunto e finalizar, tentando fazer jus ao título. Depois de ter lido um bocado de histórias eu acabei por concluir, quando era bem jovem, que uma nação nunca foi comandada por mais de uma dúzia de pessoas. Em regimes mais “fechados”, pode chegar à meia dúzia, então, não adianta a gente ficar constrangido com o fato da “presidenta” ter saído do seu palácio em Brasília e viajado à cidade de São Paulo para visitar o seu correligionário e mentor, o ex-presidente Lula, quem não sabe que ele continua ativíssimo como candidato à presidência da melindrada republiqueta em 2018, quer dizer, daqui a algumas semanas?! Se a minha tese estiver certa, a tese dos doze autocratas, eu gostaria de saber aonde a tal casta se reunirá para determinar os nossos e os destinos dos nossos filhos e netos, desde que expulsaram o herói brasileiro, D. Pedro II, para Paris, aonde viria a falecer de desgosto semanas depois e, felizes foram os jornalistas que afirmaram que nesta sexta-feira, a democracia brasileira galgou mais um degrau porque a Polícia Federal deixou explícito que todos, eu, o misericordioso leitor e até mesmo os alcunhados de “colarinho branco”, estamos sujeitos à lei no Brasil, que maravilha, não? Até.
(Henrique Dias é jornalista)