Brasil

O melhor projeto para a advocacia

Redação DM

Publicado em 27 de novembro de 2015 às 20:54 | Atualizado há 11 anos

O período de eleições é um momento de muita agitação. Ânimos ficam acirrados na defesa deste ou daquele candidato. Notícias, memes, mensagens por celular, cartas… Tudo é despejado de uma só vez.

Mas o que deveria ser essencial na escolha de um candidato? Na minha opinião, sua história e seu projeto. É preciso observar o que fez cada um, suas ações em prol da categoria, sua lealdade. Todos esses elementos o gabaritam para realizar o projeto que apresenta.

Comecei na política classista em há cinco anos, quando passei a integrar a Comissão de Direito do Trabalho da OAB-GO. Na época, Flávio Buonaduce era Secretário-geral da Instituição. Foi quando comecei a conhecer seu trabalho para a categoria.

Três anos depois, me tornei vice-presidente da Comissão de Direito do Trabalho. A OAB-GO me indicou para representá-la junto à Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo de Goiás (Coetrae-GO), em que acabei por ser eleito presidente. Concomitantemente, Flávio Buonaduce estava à frente da Escola Superior de Advocacia. Começamos ali a atuar juntos e pude conferir o quanto o hoje candidato conhece a estrutura da Ordem, as necessidades da advocacia e o quanto age para implementar ações factíveis.

Isto aconteceu durante a implantação do Processo Judicial Eletrônico, iniciado pela Justiça do Trabalho, por determinação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.  Digo sempre que esta ferramenta foi um avião construído e desenvolvido em pleno voo, com todos os advogados a bordo.  Houve resistências, problemas, dificuldades, e tudo tinha que ser aperfeiçoado ao mesmo tempo em que não poderia parar de funcionar. O sistema exigia uma afinidade com a informática que, infelizmente, a grande maioria dos advogados não tinha.

O desafio era imensurável e Buonaduce e eu tomamos enfrentá-lo.

Foi então que Flávio Buonaduce transformou a ESA, por ele dirigida, em uma casa de apoio, com profissionais multiplicadores e disseminadores da tecnologia. A Escola Superior de Advocacia destacou cinco profissionais para se capacitarem na Escola Nacional da Advocacia (ENA), para que se tornassem multiplicadores e repassassem as informações aos advogados que estivessem na capital e nas subseções. E assim foi feito. Eu estava nesta equipe.

Depois de capacitados, sob a supervisão da ESA, treinamos o advogado para lidar com o processo eletrônico. Viajamos para o interior, visitamos todas as mais de 40 subseções. Mas a ESA fez muito mais que isto. Realizou palestras e seminários, muitos em parceria com IGT e Agatra, e sempre teve como prioridade levar informação atualizada à advocacia.

Flávio Buonaduce cumpriu muito bem seu papel por onde passou.

Mais admirável, ainda, foi a sua atitude, se afastando da direção da Escola quando decidiu que concorreria à presidência da OAB-GO. Isto, sim, é que é transparência, coerência. Importante lembrar que, se quisesse, ele poderia continuar na direção da entidade. Não há nada no regimento que o impeça. Mas optou para evitar discussões e acusações de uso da máquina administrativa.

Buonaduce é do cotidiano dos tribunais. Professor admirado por seus alunos e colegas na UFG. É, ao mesmo tempo, um jovem entusiasta e um homem emocionalmente estável, pai de família e filho do admirado professor e ex-presidente da OAB-GO Marcos Antônio Borges.

Flávio reúne todas as qualidades que precisamos no líder que a advocacia goiana precisa. É nome novo, que trará consigo ideias novas e resgatará a força que a advocacia goiana já teve. Tem meu voto, meio apoio e minha admiração.

Edson Veras é advogado trabalhista e vice-presidente da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo de Goiás (Coetrae-GO).

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