O poder paralelo sem fronteiras
Redação DM
Publicado em 7 de março de 2016 às 02:03 | Atualizado há 10 anosO mundo político ferve e balança na gangorra de suspeitas comprovadas, segundo o ministério público federal, já de algum tempo no Brasil afora. Nesta onda, em curso, um processo complexo de investigações comandadas pelos órgãos de controle de recursos públicos, judiciário e polícia federal, vem aos poucos, minando e fragilizando personalidades de destaques até então intocáveis, protegidos pelo poder, aquele poder paralelo que começa a desmoronar sob os seus próprios argumentos investigados. O que dizer de tudo isso? Será a gula do dinheiro? Será o paraíso da matéria prometida? Prudência e sem prejulgamentos é a ordem do dia para que todo esse processo chegue ao fim, com a consciência de uma nova transformação de conduta e disciplina na sociedade brasileira. Coloque as barbas e os sem barbas de molho, os que têm aquelas “caudas” escondidas debaixo dos seus tapetes.
Os escândalos provocados pelos desvios e roubos do dinheiro público no Brasil, vêm, com certeza, desde a época do império, e como já dizia o ditado popular, da época do “Onça”. Os que pensam que a corrupção é um privilégio dos dias atuais, com certeza, não conhecem os registros históricos do Brasil colônia, aqueles que marcaram a exploração do ouro e das pedras preciosas sem qualquer critério para alimentar a elite portuguesa e inglesa do além mar. Nessa onda histórica, o processo de desenvolvimento com as décadas e os séculos traz consigo, a evolução cultural de cada época, seja ela, nas formas intelectivas adquiridas pelos investimentos educacionais ou condicionadas pelo aparelhamento do sistema dominante da sociedade.
É visível a insatisfação popular com o desequilíbrio e o desajuste da economia. A irritação explode em todas as camadas sociais com fortes emoções, possivelmente, reflexos dos escândalos políticos e privados, desempregos provocados pela desaceleração da economia, bem como pelos os aumentos de preços sem qualquer controle de uma política econômica, considerada pela opinião dos economistas, um modelo de política saturada sob o bombardeio de uma crise com consequências sem precedentes no Brasil. Os poderes, como afirma a constituição federal, tem sua autonomia garantida, e nela, cabe ao poder judiciário recepcionar ou não, analisar e julgar dentro das premissas ao direito do contraditório das partes envolvidas em qualquer situação de conflito, de suspeita, participação em delitos, conforme o caso, assegurando a punição devida no código penal brasileiro. Vai chegar o dia em que as pessoas poderão não mais se surpreender com as “descobertas” das mazelas atribuída ao sistema público privado no Brasil, mesmo porque, os instrumentos e as condições morais de controle estarão mais aperfeiçoados, e desta forma, não haverá margem para qualquer desvio de conduta. Situação em que, certamente não serão mais imputadas sacrifícios a trabalhadores brasileiros, as principais vítimas do sistema. Afinal é quem paga a conta.
Então, diante desta ótica, porque não, sugerir a todos os políticos do bem e demais segmentos para aproveitar e realizar um amplo pacto federativo de toda nação, com o objetivo de alimentar os meios da construção de um novo modelo de educação, político e tributário no Brasil para quem sabe, daqui a alguns anos, as novas gerações possam realmente usufruir e não sentir vergonha nos braços de uma nova democracia brasileira, onde, não exista mais lugar para o “Poder Paralelo Sem Fronteiras” com falta de ética e desvios de qualquer natureza. Deixo aqui o meu registro, respeito e consideração pelo seu aniversário nesta data de um homem íntegro, visionário chamado Marconi Perillo, que pode mudar a cara e o jeito de governar um novo Brasil para todos os brasileiros. Para a nossa reflexão, deixo aqui a seguinte frase do Livro Fonte Viva, que diz: “Educa e transformarás a irracionalidade em inteligência, a inteligência em humanidade e a humanidade em angelitude”. Muita Paz!
(Antonio Alencar Filho é administrador de empresas, formado pela Universidade Católica de Goiás – Atual PUC, conselheiro da Associação Goiana – AGI, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás, Articulista do DM, escreve aos domingos)