Brasil

Alunos são suspensos por criar ‘lista sexual’ com 30 colegas do IFSul

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 26 de março de 2026 às 13:46 | Atualizado há 4 meses

Instituição investiga caso de assédio virtual envolvendo estudantes adolescentes | Foto: Stéfane Costa/RBS TV
Instituição investiga caso de assédio virtual envolvendo estudantes adolescentes | Foto: Stéfane Costa/RBS TV

Oito estudantes foram suspensos sob suspeita de criar e compartilhar uma lista com conteúdo de cunho sexual que envolvia colegas adolescentes no IFSul (Instituto Federal Sul-rio-grandense), em Pelotas (RS). Um aluno e 29 alunas tiveram a imagem indevidamente utilizada numa espécie de classificação ofensiva feita pelos autores. O material circulou nas redes sociais e aplicativos de mensagem no último fim de semana.

Afastamento dos envolvidos

O IFSul trata o caso como assédio. Segundo a vice-reitora da instituição, Lia Joan Nelson, os suspeitos com idade entre 15 e 16 anos foram afastados por tempo indeterminado. Os oito alunos se apresentaram, separadamente, de forma voluntária à direção do campus. A reportagem tentou falar com os responsáveis nesta quinta-feira (26) por meio da unidade de ensino, que informou sobre a impossibilidade do contato por se tratarem de um caso envolvendo menores de idade.

Encaminhamento às autoridades

A vice-reitora afirma que foram enviados os documentos e informações necessárias aos órgãos competentes para apurar o caso, incluindo Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público e Conselho Tutelar. Agora, a instituição aguarda orientações para medidas de infração e correção educacional.

Investigação em andamento

A DPCA (Delegacia da Criança e do Adolescente), da Polícia Civil, registrou oito boletins de ocorrência até a manhã desta quinta. Segundo Lisiane Matarredona, delegada responsável, o caso está em processo de investigação inicial. “Estamos colhendo depoimentos de familiares das vítimas e testemunhas para, ao final, interrogar os jovens.”

De acordo com Lisiane, o crime foi classificado como cyberbullying. Após investigações, o caso será remetido ao Ministério Público, que vai avaliar a aplicação de medida adequada aos jovens envolvidos junto à Justiça. (LÍVIA GOULART/Folhapress)


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