Operação investiga advogados por repassar dados sigilosos ao PCC
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 23 de junho de 2026 às 11:29 | Atualizado há 1 hora
Operação do Gaeco apura acesso ilegal a sistemas do Judiciário para favorecer integrantes do PCC | Foto: Divulgação/Ministério Público
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (23) uma operação para investigar uma quadrilha suspeita de invadir sistemas judiciais e repassar informações sigilosas ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Dois advogados foram presos temporariamente, conforme apurou o UOL. Além dos mandados de prisão, sete de busca e apreensão foram cumpridos por agentes do MP e militares nas cidades de Taquaritinga e Jaboticabal, no interior paulista.
Acesso ilegal a processos sigilosos
Os defensores teriam usado credenciais de agente público. Com isso, de acordo com o MP, teriam tido acesso a sistemas informatizados do Judiciário e acessado ilegalmente processos protegidos por sigilo.
Os investigados, então, tiveram informações antecipadas a respeitos de medidas cautelares e repassaram a faccionados. Alguns dos integrantes, investigados por homicídios e outros crimes graves, conseguiram fugir antes do cumprimentos de medidas judiciais devido aos dados acessados.
Beneficiados seguem foragidos
Partes dos membros beneficiados do PCC estão foragidos até hoje. O órgão informou que tenta identificar todos os envolvidos e reunir provas a respeito do esquema a partir do material apreendido ao longo do dia.
Como a dupla presa não teve o nome divulgado, o UOL não pôde localizar suas defesas. O espaço segue aberto para manifestação.