Os determinantes na formação da pessoa
Redação DM
Publicado em 28 de julho de 2022 às 13:32 | Atualizado há 4 anos
São vastos os conhecimentos, as teorias, os estudos e ensaios científicos sobre os determinantes na construção da pessoa. Para resumir, duas heranças: uma genética e uma social, em marcar os atributos do indivíduo. Como herança social é o meio social familiar e educação oferecida por essa família os fatores cruciais na construção global do sujeito.
E aqui o conceito de sujeito é ele ser autor do seu próprio destino ao receber essas informações genéticas e sociais, essas duas heranças como um norte de sua condição de vida, da sua autonomia ou dependência de outro para a sua subsistência (se houve falha nessa construção e educação). Ou ele proverá a própria existência, sua estadia no mundo ou contará com a ajuda de terceiros e do Estado na manutenção da própria vida. Qual o grau de dignidade que este indivíduo terá? É um corolário de sua construção familiar.
Se assim não for, esse indivíduo estará condenado a ser sujeito, submisso e carente de auxílio de outros de seu convívio para o seu acolhimento, seu financiamento com cama, mesa, roupas e banho. Olha que sina, hein. Que sina! Hã, hã, hã. São assim muitos homens e mulheres que tendo nascidos normais e criados com excessos de mimos e muita proteção maternal, mimados e mariscados se tornam para sempre.
Muitos são os estudos sociais e psicopedagógicos que dissertam em uníssono sobre a formação integral do ser humano. Os métodos e ensinamentos de formar um cidadão autônomo e produtivo são simples e conhecidos. É ensinar-lhe desde pequeno as regras da responsabilidade, da produção, do quanto custa cada item de sua existência. E muito mais do que a sua mera permanência no mundo, as lições de cooperação, da solidariedade, da partilha dos bônus e ônus da vida. A aptidão para qualquer labor produtivo, ou ao contrário, para a ociosidade fútil, a leseira, a idiotia e vida desocupada são condições hereditárias oferecidas pela família de onde o sujeito (nos dois sentidos) foi criado, instruído (ou destruído moralmente e produtivamente) e formado (ou deformado).
São estudos e ensaios amplos, vastos que comprovam essas benfazejas e construtivas ou deprimentes realidades e estilo estroina, perdulário e desocupado de muitas pessoas. Como ilustrativos de casos sociais, extraídos de grupos terapêuticos de Constelação Familiar, apresentam-se dois modelos.
Caso social 1. Um jovem em pleno estado de higidez física e mental e intelectual estuda o curso médio em escolas públicas com a precariedade que é o ensino no Brasil. Ele tem os pais que lhe dão suporte social, ótimas lições éticas e de costumes como normas de vida e convivência. Desde pequeno este menino recebe regras e limites do que pode e não pode nas relações sociais e escolares. As tarefas nos cuidados da faxina da casa lhe são ensinadas. Ele cursa em seguida Direito, termina com louvor o curso. É aprovado em concurso público. Enfim, se faz em um cidadão produtivo. Se torna autônomo, bem-sucedido financeiramente e se torna inclusivo arrimo (colaborador em tudo) dos pais. Por que assim se tornou? Porque ele recebeu a tempo e na idade certa a Pedagogia familiar padrão e com rigores e seriedade educativa.
Caso social 2. O filho tal, saudável e considerado de inteligência diferenciada. Estudou em escolas particulares, fez curso superior de cinema e se tornou um nada na vida. Na infância, ganhou todos os mimos, games, e até telefone celular (smartphone). Já bem guapo, criado e erado e perto dos 40, continua dependente dos pais com os itens da subsistência: cama, mesa, roupas lavadas e até cartão de crédito atrelado às contas bancárias dos pais. E por que assim se tornou? Ele não teve culpa nos cartórios, no INSS nem no Serasa. Foram culpas da herança social, ética e moral familiar. Ele não se fez assim, a família, a educação, a leniência e a tolerância da família são os determinantes que o tornaram o que é, para sempre, porque passou do ponto.