Brasil

Para que serve governança em tecnologia da informação?

Redação DM

Publicado em 26 de agosto de 2021 às 13:07 | Atualizado há 5 anos

A Escola de Governo do Estado de Goiás celebra marcas recordes de formação de servidores estaduais: 31 mil capacitados em cursos de curta duração oferecidos pelo corpo técnico da unidade de janeiro de 2019 a junho de 2021. Os servidores públicos do Estado têm anseio por aprender e por se capacitar cada vez mais, reflexo do sentimento de reconhecimento percebido pelos profissionais. A parceria é uma via de mão dupla: além de engrandecer a experiência curricular dos colaboradores, cumprimos o objetivo primordial da gestão: oferecer serviço público de qualidade aos goianos.Desde o início do nosso trabalho à frente da Secretaria da Administração e, por consequência, da Escola de Governo, em 2019, além dos variados cursos de qualificação voltados para a formação continuada, já graduamos vários servidores em Gestão Pública e este ano, de forma inédita, iniciamos a primeira turma do Curso de Mestrado Profissional em Economia do Setor Público. Essa iniciativa, com certeza, vai fazer com que esses colaboradores sejam capazes de planejar, organizar e avaliar políticas públicas de forma mais concreta e científica, considerando o conhecimento acadêmico a que estão tendo acesso.Assim, com a constância na oferta de cursos de curta duração, aliada a ações de formação mais aprofundada, acompanhamos o crescimento dos nossos servidores e percebemos no cotidiano como eles se tornam mais produtivos a cada novo conhecimento adquirido e apresentam nível mais elevado para entregar o serviço que a população precisa. O servidor que tem melhor qualificação consegue tratar o cidadão com mais empatia e agir com mais velocidade, porque entende mais daquele serviço, daquilo que faz e das ferramentas que utiliza. O investimento reconhece a importância do trabalho desenvolvido pelos colaboradores e os resultados elevam a gestão de Goiás a patamares históricos quando o assunto é qualificação. Em dois anos e meio, nos desdobramos para abranger conteúdos de áreas prioritárias da administração e, dessa forma, ultrapassamos o número de servidores qualificados dos últimos nove anos. Entre 2010 e 2018, a Escola de Governo contabilizou 30.800 capacitações. Importante reforçar que foram 31 mil entre 2019 e 2021. Somente em 2021, mais de 13 mil servidores já passaram por alguma qualificação da instituição.Não nos limitamos na capacitação de nossos profissionais nem mesmo nos períodos mais difíceis da pandemia. No contexto de isolamento social, nos reinventamos para continuar com as capacitações necessárias e vimos o comprometimento dos colaboradores que se empenharam em cursos remotos e à distância, assim como já faziam nas atividades presenciais. Entre propostas e iniciativas que viabilizam a evolução dos agentes públicos, a rede de capacitação do Estado oferece a base necessária para que as entregas do Estado adquiram, cada vez mais, valor por meio do conhecimento.A Escola de Governo mantém firme o seu compromisso em selecionar, capacitar e valorizar servidores do Estado, para que os profissionais tornem-se protagonistas de um novo paradigma da gestão estadual de Goiás. Com colaboradores preparados para entregar e desenvolver soluções para o serviço público, quem ganha são os mais de 7,2 milhões de goianos. Por isso, acreditamos e vemos no dia a dia que o dinheiro público investido na formação de nossos servidores é direcionado para servir de forma apropriada ao cidadão.

O uso da tecnologia iniciou-se aproximadamente 50 anos atrás, determinando novas formas de tornar processos mais eficientes para as organizações. No entanto, a mesma tecnologia que garante eficiência, também dificulta o gerenciamento de recursos tecnológicos e humanos.

Para muitos líderes da indústria tradicional de TI, a simples utilização de computadores já é um diferencial competitivo, contribuindo para resultados em curto prazo. Porém, a visão atual mudou. Somente o incremento de computadores na infraestrutura não resolve. É necessária uma estratégia de aprimoramento da governança.

Mas como definimos a governança? Simples e resumidamente, pode ser definida como “as regras do jogo, em que os times têm que aprender antes de entrar no campo para jogar, de forma a atuar colaborativamente com velocidade, eficiência e agilidade”.

As pressões trazidas pela competitividade atual elevam à superfície a necessidade de procurarmos formas de explorar novas estratégias de governança e levantar questões (minha inquietação pessoal diária) aos times de TI sobre adequações e propósitos. O alinhamento entre governança de TI e a estratégia organizacional é a complexa discussão nos estudos atuais, em que se faz necessário desenvolver uma visão mais clara e eficiente dos serviços que serão entregues para a sociedade.

Mas e se pudéssemos ver as possibilidades de futuro em TI, qual o caminho você escolheria? Seguiria por uma estratégia de governança com o modelo tradicional, isto é, apenas o suficiente para aumentar o volume de serviços entregues? Ou optaria por um alinhamento de planejamento estratégico de crescimento de governança em TI com o mercado?  

Analisemos primeiramente um modelo mais tradicional. Temos que estar alertas em termos de buscar “soluções mágicas e rápidas” que não ajudam nas tomadas de decisões em longo prazo. Em alguns casos, líderes tentam, exclusivamente, utilizar a padronização somente como o controle das ações estruturais, mas este não é o objetivo.

E foi na busca da melhoria da governança, que a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (STI) desenvolveu a primeira padronização do parque tecnológico de computadores e laptops do Estado. Por meio de um programa de transformação de governança, orientado pelo governador Ronaldo Caiado, foram criadas sinergias das necessidades tecnológicas em todas as áreas do Estado.

Um dos pontos mais pujantes foi o processo de liderança para a elaboração da Ata de Registro de Preços para aquisição de computadores e laptops, na qual 80% dos órgãos do Estado de Goiás foram partícipes, e ainda vários órgãos de outros Estados (mais de 16) se colocaram como “caronas”. 

Dentre os ganhos do processo, destaque para maior eficiência no investimento do orçamento público (negociação com os fornecedores em busca de custos menores) e amadurecimento tecnológico dentro dos times de TI que se beneficiaram da Ata. 

Todavia, a estratégia de padronização de TI não deve ser feita a critério de cada área. É necessário analisar os impactos de governança e como serão maximizados os serviços a serem entregues em conjunto. Por conseguinte, as mudanças da área de TI são eventos conectados a uma gestão de processos mais ágeis, pessoas com maior maturidade de conhecimento e inovação estratégica ascendendo o time ao futuro da realidade digital.

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