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Pedagoga acolhida por igreja de Trindade na infância procura família biológica

Redação Online

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 19:49 | Atualizado há 4 meses

A professora Terezinha da Silva Sousa, hoje com 80 anos, decidiu acolher a criança
A professora Terezinha da Silva Sousa, hoje com 80 anos, decidiu acolher a criança

A pedagoga Luanna Silva de Sousa, 39 anos, tenta localizar a família biológica e esclarecer a própria história. Ela apareceu sozinha na porta da Igreja Matriz de Trindade em 26 de junho de 1989, com cerca de três anos. A criança não possuía documentos. O corpo apresentava sinais claros de maus-tratos.

Padres, assistentes sociais e autoridades locais assumiram o caso após o encontro da menina. As equipes tentaram identificar familiares por meio da assistência social, da polícia e da Justiça. Nenhum parente apareceu. Nenhum dado sobre a cidade de origem surgiu nos registros.

A professora Terezinha da Silva Sousa, hoje com 80 anos, decidiu acolher a criança após as tentativas frustradas de acolhimento institucional. Luanna passou a viver com a nova família sob guarda provisória autorizada pela Justiça. O vínculo afetivo se fortaleceu ao longo dos anos.

Segundo relatos da família adotiva, Luanna chegou desnutrida, desidratada e com feridas pelo corpo. Havia marcas de queimaduras de cigarro, lesão na cabeça e falhas graves no couro cabeludo. A suspeita indica exploração para pedido de esmolas. As agressões teriam partido de pessoas conhecidas, sem laço familiar.

O registro provisório permaneceu até os 17 anos. A ausência de informações sobre os pais biológicos manteve o processo indefinido. A necessidade de documentação civil levou à regularização judicial da adoção. Luanna passou a constar oficialmente como filha do casal.

Luanna afirma que a busca pela origem não diminui o amor pela mãe adotiva. Ela reconhece o cuidado recebido ao longo da vida. O desejo envolve compreensão da própria história e possível existência de irmãos. A ausência de respostas gera um vazio constante.

A pedagoga atua como intérprete de Libras, produz conteúdo digital e cria dois filhos. Ela recorre às redes sociais para ampliar o alcance do caso. A família decidiu tornar a história pública na esperança de reconhecimento. Informações podem ser repassadas pelo telefone (62) 99640-1438.

Foto: Reprodução


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