Brasil

Pediatra é preso pela PF por suspeita de abuso sexual de crianças no RJ

Léo Carvalho

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 12:52 | Atualizado há 5 meses

PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão durante a Operação Classificação de Risco em Angra dos Reis | Foto: Divulgação/PF
PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão durante a Operação Classificação de Risco em Angra dos Reis | Foto: Divulgação/PF

Um médico pediatra, de anos, foi preso temporariamente nesta quinta-feira (5) pela Polícia Federal (PF), suspeito de envolvimento em crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes na região da Costa Verde do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu durante a Operação Classificação de Risco, deflagrada para apurar crimes de exploração sexual infantojuvenil.

De acordo com a PF, o investigado foi identificado após monitoramento ativo na internet, voltado à localização de pessoas que armazenam ou compartilham conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. A partir desse rastreamento, os investigadores aprofundaram as apurações e chegaram ao médico, que atua como pediatra.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em um hospital particular e em uma unidade de pronto atendimento onde o suspeito trabalha, além da residência do investigado. Todo o material recolhido será analisado para subsidiar a continuidade das investigações.

As apurações indicam que, além da suspeita de armazenamento de mídias com cenas de abuso sexual infantil, o médico também teria praticado aliciamento de crianças e adolescentes para fins sexuais. Segundo a Polícia Federal, esses crimes ocorreriam, predominantemente, nos municípios de Angra dos Reis e Paraty.

A operação também apura a possível participação de outras pessoas. Um professor da rede pública de ensino foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e liberado em seguida. A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento para identificar eventuais vítimas e outros envolvidos.

O pediatra permanece à disposição da Justiça e pode responder por crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual infantojuvenil, armazenamento de material contendo abuso sexual de crianças e adolescentes e associação criminosa. O nome do suspeito não foi divulgado.


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