Brasil

Polícia prende piloto em Congonhas por suspeita de exploração sexual infantil

Léo Carvalho

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 09:43 | Atualizado há 5 meses

Prisão ocorreu na manhã desta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sem impacto nas operações, segundo a concessionária Aena | Foto: Reprodução
Prisão ocorreu na manhã desta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sem impacto nas operações, segundo a concessionária Aena | Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta segunda-feira (9), um piloto de 60 anos dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Ele é suspeito de integrar uma rede de exploração sexual infantil, com crimes relacionados à pornografia infantil e estupro de vulnerável.

De acordo com a Aena, concessionária responsável pela administração do aeroporto, a ação policial não provocou impacto nas operações, que ocorreram normalmente ao longo da manhã.

Na mesma operação, também foi presa uma mulher de 55 anos, apontada pela investigação como responsável por “vender” três netas, com idades de 10, 12 e 14 anos, ao piloto.

As prisões fazem parte da operação Apertem os Cintos, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa. A apuração mira uma rede envolvida em crimes de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes, com atuação estimada em cerca de oito anos.

Além das duas prisões, a operação cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As diligências ocorrem em endereços localizados na capital paulista e no município de Guararema, na região metropolitana de São Paulo.

As investigações tiveram início em outubro de 2025. Até o momento, a Polícia Civil identificou três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos, que, segundo a corporação, foram submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os investigados respondem por crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada, aliciamento de crianças e coação no curso do processo.

Em nota, a SSP informou que as provas reunidas até o momento indicam a existência de uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.

A Polícia Civil informou que não descarta novas prisões nem a identificação de outras vítimas relacionadas à rede investigada. (Com informações de Francisco Lima Neto/Folhapress)


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