Brasil

Por um 2016 mais feliz e produtivo

Redação DM

Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 22:14 | Atualizado há 11 anos

É quase unânime a opinião de que o ano passou muito rápido. E o que isso, muitas vezes, gera de ruim, é a sensação de oportunidades perdidas, de coisas por fazer, de relacionamentos distantes etc. Realmente isso é bem comum. Os astrônomos já disseram que o eixo da terra mudou e nossas 24 horas não são mais 24 horas. De fato, o tempo está passando mais depressa e precisamos ter consciência de que ele é precioso. O que é que eu tô fazendo aqui com o espaço que eu ocupo e com o tempo que eu tenho? A consciência pra mim é a saída para termos a sensação de ter usado melhor o tempo e encerrar dizendo “eu tive um ano útil”.

Tem algo natural ao ser humano que é a insatisfação, o querer sempre mais, e por isso nós evoluímos. O que eu conquistei esse ano, eu digo ok. E o que mais posso querer para o ano que vem? Existe uma autocrítica muito pesada a nosso respeito, uma cobrança muito grande. Por isso, aproveite essa época e faça uma avaliação honesta. Teve muita perda de tempo, mas teve muita coisa interessante que você fez, conseguiu, fechou e, por isso, parabéns.

Para o novo ano que se aproxima, precisamos nos preparar para sermos mais felizes e positivos, mesmo diante de tantas coisas ruins acontecendo ao redor. A coisa mais importante para nós diante momentos de crise ou na avaliação externa das pessoas, com críticas e julgamentos, é não tomar como pessoal. Elas não estão fazendo isso contra mim. A crise não está contra você. Pelo contrário. Se você estiver presente e consciente nesse tempo, você vai ver que estamos vivendo um tempo muito bom: de revisão dos nossos valores. Vivemos uma crise de valor. O momento é ideal para pensarmos o que é que queremos. Que 2016 eu vou desenhar pra mim? A única possibilidade de eu fazer mudanças é a partir de mim. Olhando pra mim e vendo o que eu quero pra 2016.

Agora, é importante não se deixar levar apenas pelo piloto automático. A rotina destrói relacionamentos, as melhores intenções, nos leva a fazer aquilo que já fazíamos. Uma zona de conforto que é miserável. É preciso se pegar pelo colarinho e dizer ‘eu vou sair’. Esta noite, na terça-feira, eu vou ao cinema. Na quinta-feira, no almoço, eu vou fazer yoga. Eu vou mudar de restaurante. Precisamos propor uma mudança de horário de acordar e de dormir. Só isso já faz uma mudança mental, já conta para o nosso cérebro que estamos em processo de mudança. A rotina é muito útil para a criança, porque está em fase de construção e precisa de segurança. Como nós não crescemos emocionalmente, buscamos a rotina porque ela também nos dá segurança. Quando algo nos tira da rotina, a gente fica bravo, em vez de ver a oportunidade de fazer algo novo e diferente.

Com relação às metas, muita gente começa a fazer planejamento para um novo ano com metas impossíveis. Isso acontece porque a gente confunde sonho com meta. Sonho é algo que a gente precisa ter. Nada foi criado neste mundo que não tenha sido sonhado antes. Porém, sonho não tem lógica, não tem data. O que precisamos é de um objetivo, um propósito na vida. Para que eu levanto todo dia de manhã?

A meta é objetivo com data. O que eu vou estabelecer dia 31 de dezembro são metas. O meu objetivo de vida, por exemplo, é fazer o caminho do autoconhecimento: é sair dessa vida melhor do que eu entrei. É ser melhor. Nesse sentido, precisamos refletir que o que eu desejo em 2016 é meta. O que podemos fazer em 2016, para chegar no final do ano e dizer: eu disse que ia fazer e eu fiz. Eu não vou dar a volta ao mundo, mas vou viajar pra outro continente. Isso dá pra fazer.

 

(Heloísa Capelas, especialista em autoconhecimento, palestrante e autora do livro O Mapa da Felicidade – Editora Gente)

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