Brasil

Precisam-se de gestores, amadores estão dispensados!

Redação DM

Publicado em 10 de março de 2016 às 01:07 | Atualizado há 10 anos

Durante muito tempo, conquistavam-se eleitores aqueles cujo dom de oratória era impecável, fazendo com que os que assistiam os comícios, fossem levados á arrepios de emoção com a eloquência e vocabulário culto com que discursavam os candidatos. Anos se passaram, evolução inevitável, e discursos longos, eloquentes e cultos já não empolgavam mais eleitores, para que reunisse então um grande aglomerado de pessoas onde se fizessem ouvir os candidatos, a aposta da vez eram showmícios, o que deu muito certo. Lembro-me de um desses showmícios no município de Morrinhos, onde a dupla Zezé di Camargo e Luciano se apresentaria, mas antes muitos discursos, dos líderes políticos locais, Joaquim Guilherme, prefeito na época, discursou por quase uma hora, se não uma, o público, ali firme, se fazendo ouvir este que foi um dos grandes prefeitos que Morrinhos teve, a dupla sertaneja que se atrasou e deu iniciou ao show já passado da meia noite, havia levado a Praça Monte Castelo ou Praça do Mercado como é popularmente conhecida, milhares de fãs e eleitores de Cleumar Gomes que por pouquíssimo não ganhou a eleição. Enfim por horas foram vários discursos antes do show e todos ouviam atentamente e na expectativa de cantar com os dois filhos de Francisco, mas com passar do tempo, showmício estava saindo caro, a legislação mudou, proibindo apresentações artísticas em comícios. Então a única atração dos comícios passar a ser o candidato em si, o que não empolga mais o eleitorado. Desde então as estratégias de campanha mudaram, hoje não apostam mais em carreatas, comícios, e discursos eloquentes, a aposta agora é em reuniões com lideranças, mídias na televisão e jornais e principalmente redes sociais.
Com isso o eleitor também evoluiu, está mais atento, criterioso, e não causa mais empolgação quem não tem nada para propor e mostrar. Sorrisos fáceis, mãos estendidas em saudação, eloquência no discursar, palavras difíceis, carretas com milhares de carros e multidão ao redor, não é mais suficiente para conquistar a atenção do eleitor, na verdade paira sobre os goianienses uma certa descrença com política. É comum ouvir de um amigo: “Não gosto de política, pra mim tudo é ladrão.” Certamente você que lê este artigo já ouviu isso de alguém, ou até mesmo disse estas palavras a alguém. Esse descontentamento é fruto de tantos e tantos escândalos de corrupção que assistimos todos os dias, na TV, fruto da sensação de insegurança que temos quando diante dos nossos olhos estão as notícias de assaltos, roubo e morte, pela violência que aumenta desenfreadamente a cada dia, fruto da sensação de impunidade, fruto da certeza que temos do descaso que é, o trato com o que é público. O descontentamento do eleitor e principalmente o goianiense, é fruto da confiança quebrada, pois os responsáveis pelo estado de calamidade que está a capital goiana, são aqueles que em 2012 bateram na porta do cidadão pedindo a ele seu voto.
Ao eleitor digo que não se pode ser levado pelo descontentamento, quem diz que não gosta de política, está abrindo as mãos para o futuro, e cruzando os brações para o presente, é preciso ter consciência do poder do voto, da responsabilidade que temos na hora de comparecer as urnas, este momento se aproxima, novas eleições estão chegando, e é exatamente nestas eleições que está a oportunidade de promover as mudanças que tanto queremos, as mudanças que tanto precisamos. Se nós eleitores olharmos com bastante atenção em cada um que se apresenta como candidato a prefeito e vereador, poderemos ver com discernimento aquele que tem a melhor proposta, e a condições verdadeiras para administrar a cidade que um dia teve os melhores índices de qualidade de vida deste País. Não basta ter propostas ou promessas, não basta sorrir para o eleitorado, tem que ter competência comprovada, que ser gestor capaz, para que resolva com eficácia os principais problemas de Goiânia. Escrevo com muita convicção, PMDB/PT ainda que em divórcio, por jogada política, estarão sempre juntos, Iris Rezende jamais conseguirá apagar da memória do povo goianiense, que é ele o responsável pelos seis anos de Paulo Garcia à frente de Goiânia. PMDB e PT não são mais remédio para os males da capital do estado, suas propostas são as mesmas de sempre, promessas vazias, como a de resolver o transporte público em Goiânia, o eleitor ouve essa lorota, e é lorota sim, desde 2004, 12 anos se passaram e eis os ônibus superlotados ainda e ainda.
Não quero fazer deste artigo um desabafo, mas sim despertar no leitor, a necessidade de avaliar melhor aquele que tem reais condições para administrar nossa capital, eu vejo que este ano junto com as eleições, surgem novas expectativas, surge esperança, surgem propostas que valem a pena serem ouvidas com atenção, não estão surgindo de grupos que dominam a política goiana, não está surgindo do poder, mas está surgindo do diálogo com a sociedade, do anseio do povo, da capacidade de administrar. Quem administrou um município com um PIB per Capita de R$ 24.459,10 realizando todas as obras de estruturação para que Senador Canedo chegasse hoje a posição de 4ºLugar em desenvolvimento no Brasil, está mostrando que pode fazer o mesmo por Goiânia, Vanderlan Cardoso é o responsável principal, pelo desenvolvimento que levou a Senador Canedo ter qualidade de vida, emprego, saúde saudável e principalmente segurança, e é justamente este fato que o credencia dentro desta ótica, o melhor candidato a prefeitura de Goiânia.
Concluo este artigo na expectativa de que você, caro leitor, saiba fazer sua análise e critica com muita sabedoria e discernimento, para que não se deixe levar por aquelas velhas táticas políticas, precisamos sim de propostas, mas de propostas que venham de quem realmente tem capacidade de governar, olhando nos olhos da população convicto de que faz um governo limpo e para o povo.

(Ian Leão, acadêmico de Direito, membro da Sociedade Dramática e Literária. Email: [email protected])


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