Prevenção reduz ocorrência de incêndios
Redação DM
Publicado em 19 de setembro de 2023 às 14:41 | Atualizado há 3 anosA região de cerrado de Goiás, assim como grande parte do País, passa nesta estação do ano por tempo seco, baixa umidade e alta temperatura. Esse conjunto é propício ao surgimento de incêndio provocado pela ação da natureza, devido aos raios, ou do próprio homem. Um toco de cigarros, lançado das janelas dos carros num trajeto rural, pode provocar uma tragédia.
O Corpo de Bombeiros registra estragos em várias partes do Brasil e faz recomendações. A corporação apagou, inclusive, um incêndio que ameaçava a região de Pirenópolis, conhecida pela prática do turismo. No sábado, o fogo se alastrava à beira da estrada na direção de Anápolis.
No Estado, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável tem alertado para os riscos. A CRV Industrial, pela parte privada, participa, também, do processo de orientação. Sua ênfase, no entanto, é voltada para a prevenção às usinas produtoras de etanol, açúcar e bioeletricidade.
Os incêndios causam danos à flora e à fauna. Nas fazendas, as cercas de arame farpado impedem os animais de escaparem do fogo ou se seu calor. As abelhas, emas, seriemas, veados, entre outros animais, caso sobrevivam, ficam sem alimentos.
O governo estadual, através de seus diferentes organismos voltados para o agro e o meio ambiente, e instituições privadas como a Faeg, a OCB-GO, entre outros, oferecem dicas para enfrentar incêndio. Entre eles, conferir os tanques de água, mangueiras e jamais enfrentar labaredas muito fortes que ponham em risco o tratorista e maquinário. Um alicate é sempre oportuno numa hora dessas para abrir uma cerca, lembra o aviso. Em caso de necessidade de fogo numa fazenda, o produtor deve ter o cuidado de construir o aceiro.
Redução de 70%
A CRV revela que “muitas unidades tiveram redução em torno de 70% nas ocorrências de incêndios em suas lavouras desde 2022”. Nas Usinas Uruaçu, Cooper – Rubi e CRV Industrial os números registrados até agora são, 22 casos ano passado para seis este ano, de 112 ocorrências em 2022 para 68 em 2023, e de 68 no ano passado para 33 este ano. “Vale ressaltar, que essas ocorrências foram controladas rapidamente, sem que o fogo provocasse grandes estragos e impactos para a população local”, observa.
A técnica em Meio Ambiente da CRV e Uruaçu Açúcar e Álcool, Renata Batistela, diz que essa redução acentuada é fruto do trabalho eficiente de prevenção que inclui campanhas e ações realizadas com colaboradores, parceiros e comunidade onde as usinas estão instaladas. “Trabalhamos o ano todo e isso tem gerado uma redução de casos nos últimos anos.” Na Cooper – Rubi, Mirian Lucena, responsável pela área ambiental, afirma: “além das atividades e procedimentos que executamos visando à diminuição de incêndios, com certeza as campanhas de conscientização contra incêndios são fundamentais para alcançarmos a redução de incêndios.”
Tecnologia aliada
A BP Bunge Bioenergia, outra associada Sifaeg, aposta, em recursos tecnológicos voltados à detecção de incêndio por meio de um sistema de monitoramento por satélite, que alerta sobre as condições climáticas favoráveis para o aumento da propagação de focos de fogo, além da utilização de câmeras de alta definição em torres de observação localizadas em pontos estratégicos para detecção rápida de incêndios — tudo isso monitorado de forma online pela Central de Incêndios Agrícola.
Essa tecnologia com câmeras está instalada nas unidades de Pedro Afonso (TO), Itumbiara (GO), Ituiutaba (MG), Moema (SP), Guariroba (SP) e Tropical (GO). Com isso, nos últimos dois anos, houve a redução de 52% de áreas queimadas por hectare e redução de 50% no número de incêndios em áreas próximas as 11 usinas do grupo. Os investimentos para o programa são de R$30 milhões até 2024.