Racismo é maior em lojas, trabalho e ruas de capitais brasileiras, diz pesquisa divulgada no Dia da Consciência Negra
Redação Online
Publicado em 20 de novembro de 2025 às 12:46 | Atualizado há 7 meses
Estabelecimentos comerciais lideram a percepção de racismo nas grandes capitais do país
Estabelecimentos comerciais lideram a percepção de racismo nas grandes capitais do país. A pesquisa “Viver nas Cidades: Relações Raciais”, divulgada nesta quinta-feira (20/11), Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, revela que 57% dos entrevistados enxergam tratamento desigual entre negros e brancos em locais como shoppings, lojas, bares, restaurantes, mercados, farmácias e cinemas. O levantamento foi realizado pelo pelo Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com a Ipsos-Ipec.
A Ipsos é uma empresa global de pesquisa de origem francesa. Ipec é o Instituto de Pesquisa e Consultoria Estratégica do Brasil.
O mercado de trabalho aparece logo em seguida. Para 44% dos participantes, processos seletivos, promoções e o cotidiano profissional escancaram a desigualdade racial. A percepção reforça que o racismo estrutural ainda limita o crescimento e o reconhecimento de pessoas negras no ambiente corporativo.
Ruas, praças e espaços públicos de convivência foram apontados por 31% como locais de discriminação. Instituições de ensino, como escolas e universidades, aparecem com 29%. Já o transporte público (16%) e os serviços de saúde (15%) completam o cenário, evidenciando o alcance do problema em diversas esferas da sociedade urbana.
Apesar da maioria relatar racismo evidente, 10% dos entrevistados disseram não perceber diferença no tratamento entre negros e brancos. Outros 12% não souberam responder. O levantamento, conduzido pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipsos-Ipec, ouviu 3.500 pessoas em Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Foto: Agência Brasil/EBC