Realmente é uma pena
Redação DM
Publicado em 5 de janeiro de 2016 às 23:39 | Atualizado há 10 anosEm Goiás, algumas pessoas gostam de fazer o papel de marionetes, para que os seus verdadeiros mentores possam continuar a fazer de uma crise, que é nacional, o cavalo (ou burro) de batalha para o ataque implacável ao governo de Goiás. Mesmo quando é apresentada a estatística em que se comprova a queda de 12% no número de homicídios em Goiânia, como resultado do aumento de investimentos na segurança pública em 32,12% entre os anos de 2011 e 2014, o senhor Bruno Pena, em artigo publicado no Opinião Pública do Diário da Manhã, vê catástrofe onde só há interesses políticos rasteiros, que nada têm a ver com as verdadeiras aspirações do funcionalismo público.
Talvez seja o caso de o senhor Bruno Pena perguntar a qualquer pai ou mãe de família que presta serviços ao governo do Estado de Goiás, se algum deles prefere ter um aumento salarial neste momento de turbulência econômica, que redunde em atraso de pagamentos, corte de benefícios, fim do 13º na data do aniversário, paralisação dos programas sociais, hiato na otimização da saúde pública, falta de dinheiro para investimentos no RodoVida para acabar com as estradas esburacadas ou escassez de recursos para o término de importantes obras, tão necessárias ao desenvolvimento da economia goiana.
Conheço o trabalho dos servidores públicos de Goiás desde o ano de 1986, portanto, sei das dificuldades que eles passaram com atraso nas folhas de pagamento e condições humilhantes de trabalho. O governador Marconi Perillo foi o político que mais valorizou e investiu no bem-estar dos trabalhadores públicos, não só com aumentos salariais, mas com a melhoria constante dos ambientes de trabalho, oferecimento de oportunidades de aperfeiçoamento, pagamento do salário em dia, 13º no aniversário e manutenção do nível dos proventos sempre acima do que é pago na iniciativa privada.
O que ainda acontece é que alguns pensam que o Estado deve privilegiar algumas categorias em detrimento da maioria da população, que é quem verdadeiramente paga cada aumento nos gastos públicos. O cidadão comum está mais interessado em ter policiais que cumpram o seu dever de proteger a sociedade; em hospitais que o recebam quando de uma doença ou acidente; escolas qualificadas que transformem as vidas do seus filhos, oferecendo-lhes perspectivas; rodovias em bom estado de conservação; obras começadas e terminadas e, sobretudo, uma economia forte que gere desenvolvimento, empregos e renda.
O uso político de situações que são técnicas, visto que não é do feitio do governador Marconi Perillo desrespeitar leis ou negar direitos a ninguém, é uma prática mesquinha, incentivada por pessoas raivosas e politicamente medíocres, que colocam o interesse público em segundo lugar e os seus próprios interesses acima de tudo.
A moral de Marconi Perillo para com o povo goiano pode ser comprovada pelas suas eleições consecutivas para deputado estadual, deputado federal, governador duas vezes, senador e, mais duas vezes, governador de Goiás. Enquanto isso, alguns políticos do baixo clero, que dificilmente conquistarão mais que um ou dois mandatos para deputado estadual, miram toda a sua atuação no oposicionismo virulento, que nada vê de bom num governo que eles não apoiam e nada veem de péssimo nos governos dos quais são aliados. Assim, ao invés de cumprirem o papel para o quais foram eleitos, com a proposição de leis que beneficiem a população, eles preferem os holofotes dos meios de comunicação ou o aplauso fácil daquele que se diz trabalhador, mas que passa a maior parte do tempo convocando greves e enchendo as galerias da Assembleia Legislativa.
Pessoalmente, detesto música sertaneja em seus vários estilos atuais, mas acredito que o povão, que gosta deste tipo de espetáculo e não tem condições de pagar ingressos em casas de shows, também mereça divertir-se pelo menos uma vez no ano. Se dinheiro de cachê artístico resolvesse o problema orçamentário do Estado, então a coisa seria fácil, mas, a situação é muito mais grave.
Felizmente, Goiás tem um governador que se antecipou à crise e continua determinando as medidas acertadas para estancar os efeitos danosos que a imprevidência pudesse causar à maioria da população, que é a razão de existir do Estado.
(João Aquino, jornalista)