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Vídeos: Hikaru Kurosaki, o eterno Jaspion, deixa legado que marcou gerações de brasileiros

Léo Carvalho

Publicado em 3 de julho de 2026 às 09:46 | Atualizado há 36 minutos

Jaspion se tornou um dos maiores ícones da cultura pop entre os brasileiros que cresceram acompanhando seriados japoneses na televisão | Foto: Reprodução
Jaspion se tornou um dos maiores ícones da cultura pop entre os brasileiros que cresceram acompanhando seriados japoneses na televisão | Foto: Reprodução

Hikaru Kurosaki não foi apenas o ator que deu vida a Jaspion. Para milhões de brasileiros, ele se tornou o rosto de um dos maiores fenômenos da televisão dos anos 1980 e ajudou a apresentar a cultura japonesa a uma geração inteira. Sua morte, aos 64 anos, representa o fim de um capítulo importante da infância de quem cresceu acompanhando o herói de armadura metálica nas telas.

Bastava tocar a música de abertura para despertar uma onda de nostalgia. A nave Daileon, a androide Anri, o robô Miya, os monstros comandados por Satan Goss e as batalhas cheias de efeitos especiais transformavam cada episódio em uma aventura inesquecível. Muito além de uma série de ação, O Fantástico Jaspion estimulava a imaginação de crianças que reproduziam as lutas no quintal, colecionavam brinquedos, figurinhas e sonhavam em pilotar o gigante metálico.

Exibida originalmente no Japão entre 1985 e 1986, a produção teve sucesso moderado em seu país de origem. No Brasil, porém, alcançou um patamar muito maior. Lançada pela extinta TV Manchete em 1988, tornou-se um fenômeno de audiência e abriu caminho para a popularização dos seriados tokusatsu, impulsionando a chegada de produções como Jiraiya, Changeman, Jiban e Kamen Rider.

Nada supera os super-heróis que marcaram as décadas de 1980 e 1990. Jaspion abriu caminho para uma geração de personagens japoneses que conquistou o Brasil, como Jiraiya, Changeman, Jiban e Kamen Rider | Foto: Reprodução

Antes de interpretar Jaspion, Hikaru Kurosaki, nascido Seiki Kurosaki, iniciou a carreira como dublê na tradicional Japan Action Club (JAC), fundada pelo astro Sonny Chiba. O domínio das artes marciais e das cenas de ação fez com que ele realizasse boa parte das sequências mais perigosas do personagem. Foi dele, inclusive, a criação da icônica pose de transformação do herói, embora a armadura metálica fosse vestida nas gravações pelo dublê Noriaki Kaneda.

Após deixar a televisão no início dos anos 1990, Kurosaki escolheu uma vida longe dos holofotes. Mudou-se para Okinawa, onde trabalhou por décadas como instrutor e empresário do ramo de mergulho. Mesmo distante da atuação, continuou sendo reverenciado pelos fãs brasileiros, que jamais deixaram o personagem cair no esquecimento.

O carinho pelo ator atravessou gerações. Nas redes sociais, milhares de mensagens lamentaram sua morte e relembraram o impacto que Jaspion teve na infância de quem cresceu entre os anos 1980 e 1990. Para muitos, a despedida de Hikaru Kurosaki não representa apenas a perda de um artista, mas de um símbolo de uma época em que bastava ligar a televisão para acreditar que qualquer aventura era possível.


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