Retratos da crise
Redação DM
Publicado em 30 de julho de 2015 às 23:02 | Atualizado há 11 anosA operação Lava Jato, que agora invade o setor elétrico, levanta ainda mais incertezas ao cenário político nacional e por consequência às expectativas da população brasileira. O desemprego sobe pelo 5º mês consecutivo e já chega a 13,2%. O momento é tão ruim que principal desafio do governo é recuperar a confiança da população e isso pode demorar a acontecer. A confiança dos investidores também está baixa, o que afeta, ainda mais, a nossa economia. O mais grave é que não há perspectivas de melhoras para o ano que vem, até que se comece a aparecer os resultados dos ajustes necessários em decorrência das “pedaladas fiscais” que o governo Dilma praticou para poder ganhar as eleições. A irresponsabilidade de gastar mais do que se arrecada fomentou o populismo assistencialista desse governo que aí está.
O relatório de contas do TCU (Tribunal de Contas da União) é o retrato de um crime contra nosso povo sofrido, que paga uma das mais altas cargas tributarias do mundo e não tem serviços públicos de qualidade como retorno. O que vemos é a malversação do dinheiro público, como mostrado na operação Lava Jato, na qual nossa maior empresa foi dilapidada pelos ratos da corrupção. Como uma pirâmide, a escalada chegou ao Palácio do Planalto com delações que testemunham dinheiro público nas campanhas presidenciais petistas. Esquivando-se com a alegação de que as doações foram legais, o PT nos remete a Lula ao tentar nos enganar dizendo que o mensalão era um simples caixa dois (dinheiro não contabilizado). A confiança da população é diretamente afetada por essas tristes descobertas de relações promíscuas que envolvem bilhões de reais. As reformas amplas e estruturais, tão necessárias, precisam sair do papel. Porém, o Congresso está muito desmoralizado, uma vez que 10% dos deputados e senadores estão sendo investigados.
A crise institucional é grave e, não temos liderança para nos apontar uma saída para tal situação. O congresso, sendo presidido por dois parlamentares que estão sendo investigados pela Lava Jato, é uma grande anomalia que evidencia a crise moral deste país. Não é possível imaginar o que irá acontecer. Creio que essa é a chance mais adequada de nós, eleitores, refletirmos sobre a importância e a responsabilidade do voto. Essa é a nossa arma, que decide quem ganha poder para nos representar e, portanto, pra ser a nossa voz. São em momentos de crise, como o que vivemos que, oportunamente, nascem nações mais fortes e inabaláveis. ?
(Fernando Henrique Freire Machado, assessor da Presidência da Metrobus, pós-graduado em Gestão de Pessoas e secretário geral do PHS-GO)