Santa Cruz de Goiás: aual o significado de sua cruz?
Redação DM
Publicado em 29 de outubro de 2015 às 00:14 | Atualizado há 11 anosSerá que a cruz que deu nome à Santa Cruz de Goiás é aquele instrumento de tortura e morte usado durante o tempo do Império Romano para aplicar a pena de morte a indivíduos que eram condenados pelas autoridades? Em sentido figurado parece que sim! Ou essa cruz é uma palavra expressiva que, apesar de antecedida por outra que lhe dá uma conotação de santidade, pode ser usada como uma interjeição, que significa “Deus me livre”, indicando espanto ou aversão em relação a algum acontecimento?
“Deus me livre” é o que costumamos dizer quando algo está acima de nosso entendimento. O que provoca essa atenuante expressão, no momento, são as constantes alterações na estrutura administrativa (público-privada) municipal: incredulidade, desconforto, tristeza. Turbulência em um mar de dúvidas e infindáveis questionamentos.
Será que o passado está exercendo tamanha influência na atual conjuntura? As pragas lendárias já não teriam perdido os seus efeitos com tantas gerações que já passaram? E o que afirmam os espíritas sobre os coronéis, os bandeirantes que ainda perambulam pelo município apegados ao poder, à posse… Dá arrepio pensar que ao sentar em um banco da praça em frente à minha casa, ou outra praça qualquer, pode estar ao meu lado um coronel, um bandeirante querendo me empurrar dali porque o banco é dele. Ou posso passar por uma roda de homens, de cócoras, jogando conversa fora ou tramando a melhor forma de continuar no poder. Eu não os vejo, mas estão por toda parte. Ouço trote de cavalos; olho ao redor e não vejo ninguém; mas estão ali, poderosos, chapéus de abas largas, engravatados, conduzidos em carros ou montados em cavalos possantes; arquitetando qual mente irá manobrar. Estão manobrando as mentes e os políticos estão cedendo sem se darem conta que são meros instrumentos.
Preste bem atenção na beligerância política atual e na políitica de tempos de antanho. As querelas não desapareceram. As disputas de agora não são diferentes daquelas. As contendas continuam!
Assistimos à crucificação de sonhos e, ao mesmo tempo, alimentamos a esperança no surgimento de novos políticos, desapegados, desprovidos dessa carcomida prática egoísta que busca apenas o brilho do ouro.
Convidamos a todos que façam coro à corrente de oração para limpeza espiritual de Santa Cruz de Goiás, para que os espíritos dos coronéis, dos bandeirantes e todos que perambulam desordenados em busca de saciar a fome de riqueza e poder e que não se conformam em não serem mais os “donos do pedaço” se libertem e prossigam em paz deixando o município livre para o desenvolvimento.
Santa Cruz, um lugar tão especial, em poucas horas é capaz de alternar a cadeira de prefeito. Que seja capaz de alterar a situação da Lagoa; do Arquivo Histórico Municipal; da Casa de Câmara e Cadeia; fomentar o comércio para fortalecer o município e, assim por diante… Que sejam executadas ações argumentando o princípio da ampla e legítima defesa em favor de Santa Cruz de Goiás.
(Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú é historiadora, musicista, poetisa, escritora)