Brasil

Setor Elétrico: Goiás em seu pior momento

Redação DM

Publicado em 18 de agosto de 2018 às 23:25 | Atualizado há 8 anos

A pri­va­ti­za­ção do se­tor elé­tri­co no Bra­sil co­me­çou na dé­ca­da de 90 sob o ar­gu­men­to da mo­di­ci­da­de ta­ri­fa­ria e re­es­tru­tu­ra­ção do se­tor, na­da Dis­so acon­te­ceu e pro­du­ziu im­pac­tos que per­du­ram até ho­je. Das 63 dis­tri­bu­i­do­ras do pa­ís, 45 fo­ram pri­va­ti­za­das, co­mo a Light, do Rio de Ja­nei­ro, a Com­pa­nhia Pau­lis­ta de For­ça e Luz (CPFL) e a Ele­tro­pau­lo, de São Pau­lo. En­tre as 18 es­ta­tais, es­tão a Com­pa­nhia Ener­gé­ti­ca de Mi­nas Ge­ra­is (Ce­mig), a Com­pa­nhia Ener­gé­ti­ca de Bra­sí­lia (CEB) e a Com­pa­nhia Es­ta­du­al de Ener­gia Elé­tri­ca (CE­EE), que aten­de con­su­mi­do­res do Rio Gran­de do Sul.

Em Go­i­ás, a pri­va­ti­za­ção da CELG pi­o­rou a pres­ta­ção de ser­vi­ço no se­tor, pro­por­ci­o­nou o au­men­to da con­ta de luz o que atin­ge di­re­ta­men­te a po­pu­la­ção. A pi­o­ra do ser­vi­ço com a pri­va­ti­za­ção po­de ser me­di­da em nú­me­ros, de acor­do com da­dos da Agên­cia Na­ci­o­nal de Ener­gia Elé­tri­ca (Ane­el), em no­vem­bro de 2017, com a Celg já pri­va­ti­za­da, os go­i­a­nos fi­ca­ram em mé­dia 4,78 ho­ras sem ener­gia. No mes­mo mês de 2016, o pe­rí­o­do foi de 2,98 ho­ras.

Go­i­ás vi­ve o pi­or ca­pí­tu­lo da his­tó­ria mo­der­na no se­tor de ener­gia elé­tri­ca de­pois da pri­va­ti­za­ção. A ENEL não faz os in­ves­ti­men­tos de­vi­dos, abriu mão da for­ça de tra­ba­lho que ti­nha ca­pa­ci­da­de téc­ni­ca de ope­rar o sis­te­ma. Os pre­ju­í­zos vão dos gran­des cen­tros ao in­te­ri­or, atin­gin­do o agro­ne­gó­cio atin­gin­do a eco­no­mia do es­ta­do de for­ma ne­ga­ti­va.

O úni­co in­ves­ti­men­to que a ENEL tem fei­to é no pro­ces­so das de­mis­sões, au­men­tan­do a ro­ta­ti­vi­da­de de tra­ba­lha­do­res atra­vés de em­pre­sas ter­cei­ri­za­das, o que já tem oca­si­o­na­do aci­den­tes gra­vís­si­mos, fa­tais, que cer­ta­men­te con­ti­nu­a­rão acon­te­cen­do. Go­i­ás vi­ve o pi­or ca­pí­tu­lo da his­tó­ria mo­der­na no se­tor de ener­gia elé­tri­ca de­pois da pri­va­ti­za­ção. A ENEL não faz os in­ves­ti­men­tos de­vi­dos, abriu mão da for­ça de tra­ba­lho que ti­nha ca­pa­ci­da­de téc­ni­ca de ope­rar o sis­te­ma. Os pre­ju­í­zos vão dos gran­des cen­tros ao in­te­ri­or, atin­gin­do o agro­ne­gó­cio atin­gin­do a eco­no­mia do es­ta­do de for­ma ne­ga­ti­va.

A pri­va­ti­za­ção de ser­vi­ços fun­da­men­tais, não é a so­lu­ção dos pro­ble­mas exis­ten­tes o que pre­ci­sa é o Es­ta­do me­lho­rar a efi­ci­ên­cia na pres­ta­ção de ser­vi­ços pú­bli­cos, é uma ques­tão de ges­tão so­men­te. A ini­ci­a­ti­va pri­va­da po­de ser mui­to bem su­ce­di­da em ou­tros se­to­res da eco­no­mia mas em ma­té­ria de mo­no­pó­lio só vi­sa lu­cro.

Mo­no­pó­lio não se pri­va­ti­za, é uma ques­tão de so­be­ra­nia de um pa­ís e de um po­vo.

 

(Jo­ão Ma­ria de Oli­vei­ra – Di­re­tor do STI­U­EG – Sin­di­ca­to dos Tra­ba­lha­do­res nas In­dús­tri­as Ur­ba­nas no Es­ta­do de Go­i­ás)

 

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