Sigamos com o Cristo
Redação DM
Publicado em 24 de dezembro de 2016 às 02:05 | Atualizado há 10 anosAlmas em evolução, rumo às esferas mais altas, há milênios de milênios caminhamos sobre a face da Terra, que, por enquanto, nos abriga.
Vencido o primitivo estágio do instinto, ingressamos na fase da razão, com a conquista do mais valoroso dos lauréis – o livre-arbítrio – que, se bem exercido, levar-nos-á à angelitude.
2 – Em “Monte Acima”*1, o nosso ilustre autor leva-nos às mais altaneiras e peregrinas reflexões sobre a vida, a imortalidade, a evolução e ao conhecimento menos refratário sobre o nosso Maior Amigo, Jesus Cristo, excelso Governador Planetário e coadjuvante na administração doutras celestes moradas de nossa exuberante galáxia.
Na mesma senda dos físicos modernos, quanto ao tempo, adverte-nos que os séculos, na vida da alma, são frações infinitesimais que pouco influenciam na perenidade do espírito – centelha divina – provinda da própria vontade e do amor de Deus – Senhor Supremo do Universo.
Diz o autor, na referida mensagem:
“Cada dia, na Terra, milhares de criaturas demandam o País da morte e milhares retornam ao Mundo Físico.
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Berço e túmulo são apenas dois marcos da vida que, maravilhosa e eterna, enxameia por toda parte.
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Sabemos, porém, que o século é, tão-somente, um ponto infinitesimal no tempo e que as horas apressadas de um corpo denso, que surge e desaparece, não podem oferecer ao espírito – peregrino da eternidade – a solução final do destino.
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É por isso que pelos bilhões de almas que evoluem na crosta terrestre, outros muitos bilhões de consciências desencarnadas gravitam ao redor do Planeta, à caça de reajuste e progresso, amparo e renovação.
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Por esse motivo, morrer não será redimir.
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Somos, na Humanidade Total, milhões e milhões de seres, viajando do instinto para a razão e da razão para a angelitude.
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Cada coração pulsa no degrau que lhe é próprio.
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Cada consciência mantém-se no campo visual que lhe diz respeito.
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Eis porque, não podemos perder na atualidade, o Cristianismo restaurado.
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A ciência e a filosofia, respeitáveis embora em suas atividades e fundamentos, filiam-se a definições provisórias que lhe assinalam a marcha.
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Apenas indagando e examinando, jamais chegariam a surpreender a vida e a sublimá-la.
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Em razão disso, antes de tudo, atendamos à química do sentimento, em favor da regeneração de nós mesmos…”
3 – E, mais uma vez, o venerável mentor de Chico Xavier, em consonância com as assertivas da física moderna, insiste na unidade com que a Natureza se apresenta e se impõe sobre todos, em harmonioso conluio com o princípio universal de solidariedade entre todas as esferas, que orbitam em torno de seus respectivos centros de atração, e de todos os seres pensantes do Universo, que, à sua vez, gravitam em torno da Suprema Luz – Deus, Pai e Criador de suas vidas –, preceitua:
“… Nosso problema essencial, ainda e sempre, é o da unidade a benefício do todo.
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Conduzamos o homem ao bem supremo, com a dignidade de si próprio, no respeito à função que lhe cabe no aperfeiçoamento da Terra, e teremos solucionado a questão da felicidade humana.
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Para isso, ergamo-nos ao Cristo para que o Cristo nos edifique.
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O Evangelho, à frente da civilização, é o sol que nos clareia o caminho.
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Aqueçamo-nos em seus raios e o serviço do Bem se nos fará grande condutor para o mundo melhor de amanhã.”
*1 – GEEM – 3ª edição, 2001, p. 17/23.
Weimar Muniz de Oliveira, magistrado aposentado, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (Abrame) e do Lar de Jesus, diretor da Federação Espírita do Estado de Goiás (Feego) e membro do Conselho Superior da Federação Espírita Brasileira (FEB). E-mails: [email protected] e [email protected]