Brasil

Sobre a Anápolis que todos queremos

Redação DM

Publicado em 10 de dezembro de 2015 às 23:58 | Atualizado há 11 anos

O que me alimentou ingressar na política depois de tantas assédios, convites e propostas de diversos grupos partidários e amigos envolvidos com o tema em Anápolis foi um desejo íntimo. Já realizado como empresário, sempre mantive um contato próximo com a comunidade, quando pude sentir de perto os desafios de famílias, homens e mulheres, trabalhadores em conseguir a subsistência E mais: a dificuldade de todos em obter até mesmo os serviços considerados por muitos de nós como básicos. Tão primordiais e de fácil acesso que sequer imaginamos que existam centenas, milhares de pessoas que sofrem para conquista-las diariamente.

Antes de ser um agente público e candidato, uni-me a estas pessoas na tarefa de construir escolas, reformar postos de saúde e incrementar pontos de apoio à segurança pública na Vila Esperança e Munir Calixto. Distantes da região central da cidade, a autentica periferia, no sentido geográfico do termo, estava esquecida. Foi em contato com esta realidade que percebi que os esforços de um governo devem ser plurais e descentralizados.

Compreendi a demanda de Anápolis no início do então novo século em ser atualizada. Vivíamos aqui com práticas públicas retrógradas e ações limitadoras que mal conseguiam atender às necessidades de quem já tinha um amparo do poder público, quanto mais aqueles que jamais tinham recebido algum tipo de benefício estatal.

De tanto recusar convites para integrar chapas como candidato vice-prefeito, decidi protagonizar e, daí, tornei-me uma nova esperança para a cidade. Acredito ter incrementado valores e novos parâmetros de gestão que são copiados e usados até hoje, como o Banco de Horas e os serviços 24h ofertados pela prefeitura.

Agora, 15 anos depois retorno a Anápolis com o mesmo anseio de atender às pessoas, de novamente renovar meu contato próximo com comunidades a fim de extrair delas as necessidades mais proeminentes.

Em minhas andanças pelos bairros da cidade, conversando com lideranças e moradores, sinto que é o momento de devolver o protagonismo das pessoas nas ações municipais. É chegada a hora de colocar o cidadão no centro das atenções e de todos os projetos que envolvam o poder público municipal. Sobretudo os mais necessitados, dos bairros mais afastados, é indiscutível haver a obrigatoriedade de uma mudança de mentalidade na qual possamos atender àqueles que ainda estão na periferia das ações municipais, ou seja, distantes do centro de decisão e nem mesmo conseguem gritar por auxílio.

Assim como criamos o banco de horas, temos de ingressar na Segurança Pública, realizando o trabalho que muitas vezes as ações do Estado não conseguem manter com assiduidade. Não é a hora de encontrar culpados ou responsáveis, mas sim, de resgatar as pessoas. Da mesma forma, na Educação e na Saúde, precisamos espalhar as ações em um raio mais extensivo, ou seja, levar os serviços para os bairros.

Em especial um assunto deve ser levado em conta: é preciso encarar o desafio de resolver o problema de falta d’água em Anápolis. Tenho interesse especial em estudar as possibilidades de municipalização e, como pré-candidato, estar pronto para solucionar o problema de uma vez por todas, para sempre.

O desafio de uma cidade como Anápolis não é uma grande obra ou algo que se torne cartão postal da cidade, mas o ato de compreender os desafios dos mais necessitados e de trazer suas realidades para a mesa de decisões. Somente assim pode-se realizar a maior obra possível de uma gestão: melhorar a vida das pessoas trazendo-as para o patamar da vida que queremos para nós mesmos.

 

(Ernani de Paula, empresário, ex-prefeito de Anápolis)


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