Brasil

SUS passa a oferecer teste rápido para diagnóstico de dengue na rede pública

Léo Carvalho

Publicado em 26 de março de 2026 às 12:54 | Atualizado há 4 meses

Teste rápido identifica proteína do vírus da dengue nos primeiros dias da infecção | Foto: Cláudia Silva
Teste rápido identifica proteína do vírus da dengue nos primeiros dias da infecção | Foto: Cláudia Silva

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer um teste rápido para diagnóstico de dengue nas unidades de saúde. A medida foi oficializada por portaria do Ministério da Saúde publicada nesta quinta-feira (26) no Diário Oficial da União.

O exame incorporado é o teste NS1, que detecta uma proteína produzida pelo vírus durante a fase aguda da infecção. O uso é indicado nos primeiros cinco dias após o início dos sintomas, período em que há maior replicação viral no organismo.

A adoção do teste, no entanto, não implica disponibilidade imediata em todas as unidades de saúde. A oferta depende da aquisição e distribuição dos insumos por estados e municípios.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a proteína NS1 está presente nos quatro sorotipos da dengue. Um resultado positivo confirma a infecção em fase aguda, enquanto um resultado negativo não descarta a doença.

Diagnóstico mais rápido

A introdução do teste tem como objetivo agilizar a confirmação dos casos e permitir o início mais rápido do acompanhamento clínico dos pacientes.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, embora haja desaceleração no número de casos em comparação com anos anteriores, a dengue provocou 28 mortes no Brasil em 2026 até o dia 10 de março.

Outros métodos disponíveis

Além do teste rápido, existem outros métodos autorizados para diagnóstico da dengue.

Os testes sorológicos detectam anticorpos produzidos pelo sistema imunológico e são indicados a partir do sexto dia de sintomas. Eles permitem identificar exposição prévia ao vírus, mas têm limitações para diferenciar os sorotipos.

Já o RT-PCR é um exame molecular que identifica o material genético do vírus e permite distinguir os sorotipos com alta sensibilidade, inclusive nos estágios iniciais da infecção. A eficácia pode ser reduzida em casos de baixa carga viral.


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