Brasil

Tecnologia como modelo educacional no século 21

Redação DM

Publicado em 10 de dezembro de 2021 às 15:42 | Atualizado há 5 anos

O Relatório Setorial de Inteligência e Informação da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais) aponta que a perspectiva de investimento em transformação digital no Brasil, entre 2019 e 2022, será de aproximadamente R$ 345 bilhões. No entanto, se de um lado existe um volume alto de recursos, de outro, faltam profissionais qualificados. O número de concluintes de cursos superiores em TIC não ultrapassa 10%; no Ensino Médio profissional chega a 23%.Faz-se necessário, portanto, aumentar a admissão de cursos, reduzir a desistência/evasão nas instituições de ensino e ampliar a oferta de vagas em cursos de formação na área. E não apenas qualificar e capacitar pessoas, mas também modificar o modo de ensino para atrair novos estudantes.

Essa atração para o conhecimento é resolvida a partir de um trabalho de gestão pública nacional, no qual a tecnologia e a educação cooperam com novos projetos de conhecimento. Dessa forma, é possível incluir diferentes grupos sociais e valorizar a diversidade.

Para o sociólogo francês Edgar Morin, em sua obra O método, de 1977, o conhecimento somente será relevante se atrelado à sua própria utilização. Nesse sentido, de acordo com o teórico, não há espaço no qual a fragmentação do conhecimento seja tão explícita quanto a escola e o acesso à informação, por meio da tecnologia. Por isso, a necessidade de fomentar uma nova concepção para gerar mais conhecimento, bem como disponibilizar o acesso ao conhecimento, via internet, com novos objetos e cursos que criem conexões e façam da sala de aula um fenômeno de mudança comportamental.

Por isso, o Governo de Goiás lançou o programa de qualificação profissional Escola do Futuro. O conteúdo programático inclui a criação de formação em cursos na área de tecnologia, como fundamentos de aprendizado da máquina, e-commerce e programação de computadores, entre outros. Este é o caminho que o Estado está construindo, focado nos próprios estudantes, na ciência de dados, na tecnologia e na compreensão da condição humana.

Com o novo modelo de escola proposto, tenho certeza de que, a médio prazo, mais estudantes estarão preparados e munidos de conteúdo pertinente, com pensamento crítico, analítico e científico. Eles terão capacidade não apenas de suprir a falta de mão de obra qualificada no setor de tecnologia, mas também de abordar contextos relacionados às ações e às relações humanas, do ponto de vista global e digital, com base na diversidade e na multiplicidade de gênero e raça, de modo a superar as mentalidades e os modelos retrógrados de conhecimento.

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