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Tempestades provocam caos em Minas e levam à decretação de calamidade

Giovanna Gonçalves - Estágio DM

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 15:40 | Atualizado há 5 meses

Chuvas extremas atingem Minas e deixam dezenas de mortos e desaparecidos | Foto: Reprodução/RECORD Minas
Chuvas extremas atingem Minas e deixam dezenas de mortos e desaparecidos | Foto: Reprodução/RECORD Minas

Chuvas fortes registradas na madrugada desta segunda-feira (23) deixaram os municípios de Ubá e Juiz de Fora, em Minas Gerais, em estado de calamidade pública.

Até o momento, as chuvas causaram 22 mortes e deixaram 440 pessoas desabrigadas em Minas Gerais. Além disso, 40 pessoas estão desaparecidas e seguem sendo procuradas pelo Corpo de Bombeiros. Somente em Juiz de Fora, há registro de ao menos 20 soterramentos.

As chuvas foram intensificadas em Minas Gerais devido à atuação de uma área de baixa pressão no litoral da região Sudeste, que aumenta a nebulosidade e a umidade. Apenas neste mês, o volume acumulado de precipitação na região chegou a 589,6 milímetros. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para os municípios mineiros sobre a possibilidade de o acumulado atingir 100 milímetros em um único dia ao longo desta semana. O órgão também alertou para ventos que podem chegar a até 100 km/h.

Situação em Ubá

Com o transbordamento do Rio Ubá, que atingiu a marca de 7,82 metros, alagamentos e inundações se espalharam pela área urbana do município.

Até o momento, seis mortes foram registradas no município de Ubá, mas os números ainda estão sendo apurados pelo Corpo de Bombeiros.

Vídeo: Reprodução/Instagram: @betebluee

Na manhã desta terça-feira (24), o prefeito José Damato Neto assinou o Decreto de Calamidade Pública, medida que permite acelerar ações emergenciais e o envio de ajuda humanitária. Inclusive, o presidente Lula (PT), reconheceu, na tarde desta terça-feira, o estado de calamidade em Juiz de Fora. Além de ter enviado uma equipe de coordenação da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional à Zona da Mata, que inclui Ubá, para auxiliar a população na região.

Em nota, a prefeitura de Ubá disse que os serviços públicos estão suspensos: 

“A Prefeitura informa que, devido à inundação que comprometeu a estrutura de imóveis públicos, estão temporariamente suspensos os atendimentos na Farmácia Municipal, no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), na Policlínica Regional e na EAP Central. O Serviço de Transportes Assistenciais também está suspenso.

Os atendimentos de hemodiálise serão mantidos, dentro das condições possíveis.”

Situação em Juiz de Fora

A cerca de 100 quilômetros de distância de Ubá, o município de Juiz de Fora também foi atingido por fortes chuvas durante a madrugada.

Foram registrados pelo menos 20 soterramentos de casas e imóveis e 16 mortes confirmadas até o momento.

Os bairros JK e Santa Rita foram os mais afetados, com quatro mortes cada. Já no bairro Parque Burnier, há 17 pessoas desaparecidas, entre elas cinco crianças. Até agora, outras nove pessoas foram resgatadas com vida.

Na cidade, a situação se agravou após o transbordamento do Rio Paraibuna, que possui 166 quilômetros de extensão e, durante as tempestades, invadiu áreas urbanas. As aulas escolares foram suspensas no município.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, também decretou Estado de Calamidade Pública. Segundo a administração municipal, fevereiro foi o mês mais chuvoso da história da cidade.

De acordo com o presidente Lula, ele ligou pessoalmente para a prefeita de Juiz de Fora, prestou solidariedade e ofereceu apoio federal ao município.

Alerta da Defesa Civil

O Corpo de Bombeiros informou que, em poucas horas durante a madrugada, foram registradas mais de 40 chamadas de emergência, incluindo ocorrências de vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas. A corporação explicou que as ações estão concentradas na localização de vítimas e na retirada de moradores de áreas de risco.

O Governo de Minas Gerais alertou para o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos ao longo desta semana, com possibilidade de intensificação das chuvas devido à chegada de uma frente fria. As regiões mais vulneráveis são a Zona da Mata e o Sul/Sudoeste mineiro.

A ajuda humanitária e os trabalhos de socorro tiveram início imediato. Além disso, a Defesa Civil mobilizou oito técnicos especialistas do Grupo de Apoio a Desastres, com o objetivo de acelerar as ações de assistência humanitária, o restabelecimento de serviços essenciais e a reconstrução das cidades atingidas.


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