Tenente-coronel nega feminicídio em audiência e mantém versão de suicídio após morte de PM em SP
Redação Online
Publicado em 22 de março de 2026 às 09:33 | Atualizado há 4 meses
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto voltou a negar envolvimento na morte da esposa durante audiência de custódia e insistiu na versão de que a policial militar teria tirado a própria vida.
Durante o depoimento à Justiça Militar, o oficial afirmou que a vítima, Gisele Alves Santana, morreu após um disparo com a arma dele dentro do apartamento do casal, no bairro do Brás, em São Paulo.
Ao ser questionado sobre a prisão, o militar disse que teve seus direitos respeitados, relatando que conseguiu contato com a defesa e que a abordagem policial ocorreu de forma “cordial”. Ele também reclamou da exposição do caso na imprensa e afirmou ter se sentido constrangido com a presença de jornalistas durante a detenção.
Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, o pedido de soltura foi negado. A Justiça entendeu que não houve irregularidades na prisão, mantendo a detenção preventiva do oficial, que segue custodiado no Presídio Militar Romão Gomes.
O caso é investigado como feminicídio. De acordo com as apurações, há indícios que contradizem a versão de suicídio, incluindo inconsistências nos depoimentos e suspeitas de alteração da cena do crime.
A policial foi encontrada ferida no dia 18 de fevereiro e morreu após ser socorrida. A investigação aponta que o intervalo entre o disparo e o acionamento das autoridades pode ter sido usado para manipular evidências.