Uma análise política e psicológica espiritualista sobre: “Vocês têm olhos e não veem; têm ouvidos, mas não ouvem.” Parte II
Redação DM
Publicado em 30 de outubro de 2015 às 21:26 | Atualizado há 11 anosContinuando nosso artigo sobre a cegueira da maioria dos brasileiros, podemos afirmar que se mede a cultura de um País pela música que se vende e, infelizmente, a música que mais se vende em nosso País é de péssima qualidade. Nessa questão perguntamos será que os pais que deixam seus filhos irem a festas regradas a álcool, drogas, e músicas que estimulam o sexo prematuro sem compromisso, estão vendo e ouvindo, longe estamos de ser puritano; mas quem tem olhos de ver que veja.
Estamos em plena guerra espiritual, na qual o campo de batalhas está cada vez mais próximo de nós, de nossas famílias, de nossas vidas. Não mais podemos pensar num tempo de tranquilidade ou de aparente segurança, pois ninguém está seguro diante dos lobos travestidos em peles de ovelhas com seus discursos preparados para enganar e levar a multidão a erro.
Nossos políticos influenciados pelas trevas e ao mesmo tempo vivendo sob o comando do Ego (veja textos sobre as sete máscaras do ego), vêm transformando o povo brasileiro em palhaços. Igrejas comercializam a fé e ludibriam pessoas de pouca cultura e também gananciosos, promessas da salvação transformam fieis em fanáticos e doentes da alma. Em troca, deixam as migalhas caírem de seus cofres particulares, ou dos cofres e das contas bilionárias das quadrilhas que tomaram de assalto e aparelharam o governo, o país e as instituições que deveriam nos representar.
Mas não estão sós esses homens que assim agem. Como marionetes das forças das trevas, eles representam um forte aparato de guerra que é utilizado a fim de retardar o progresso e fazer com que as instituições do bem sejam afetadas diretamente, pela força, arrogância, as mentiras e as pretensões das quais se valem para fazer afundar o barco da nação brasileira.
Lembremos da pergunta que fizemos aos espíritos (Livro dos Espíritos – Allan Kardec: Se os espíritos podem nos influenciar? Mais do que imaginais, podem tomar para eles (espíritos) as nossas vontades e nos governar. Mas não podemos esquecer que somente há obsessores por causa de nossa invigilância e ganância de toda ordem.
Não nos enganemos, meus amigos, pois não estamos lutando contra a carne e o sangue, mas, como disse o apóstolo Paulo, “contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade”. Em outras palavras, a guerra não é contra homens, apenas; com efeito, é de ordem espiritual. Nosso discurso não é meramente político, mas de convicção espiritual da realidade dos seres trevosos com os quais lidamos. Quem é incapaz de perceber a gravidade da hora, o estiramento das convicções e o assalto aos valores em pleno curso, deve-se indagar, e questionar, honestamente, se sua visão e sua audição já não estão comprometidas pelos feiticeiros da hipnose vigente, pelos artífices da derrocada da nação brasileira, dos dois lados da vida.
Muitos filmes sobre uma guerra entre vampiros e lobisomem, antes vistos como ficção nada mais é do que a guerra que hoje estamos vivenciando em nosso dia-a-dia em todas as camadas da sociedade brasileira.
Na frase bíblica: “Acorda tu de dentre os mortos”, Jesus não se referia aos mortos do cemitério; mas os mortos em vida, os acomodados, os que são mornos. Seja quente ou seja frio; não se morno que eu te vomito. Deus vomitará os mornos. São essas pessoas que mantem a vibração negativa da terra e, em particular, o nosso querido país. Os indiferentes e preguiçosos, os recebedores das migalhas chamadas “bolsas”.
Por isso, hoje não nos resta uma alternativa plenamente confiável, embora vislumbremos a possibilidade de modificar esse panorama, dando um novo rumo ao nosso futuro. Se, por um lado, não se apresenta alguém que reúna condições genuínas e plenas de representar a nação e o povo brasileiro fazendo frente a esta marca da corrupção que avassala desde Brasília até a base mesma da sociedade – isto é, o povo comum –, pelo menos nos resta a alternativa de optarmos por uma ética ou, quem sabe, pela possibilidade de mudar, uma vez que o horizonte não nos aponta um líder ou uma liderança isenta de chances de perpetuar o erro. Ou, mais modestamente: diante do quadro dramático em que se vê a nossa nação, errar menos já seria de muito bom grado diante do extremo a que chegaram os representantes eleitos democraticamente pelo nosso povo, iludido pelas promessas, as mentiras e as ideologias de um governo dos mais corruptos que a história do
Brasil já conheceu. Diante de tamanha manipulação mental, hipnótica e sensorial empregada por aqueles que formaram a quadrilha que nos governa desde os bastidores do Palácio da Alvorada até os bastidores da vida, sem dúvida errar menos já significaria grande avanço. O que não podemos é cruzarmos os braços e deixar que nossa visão e nossa audição sejam manipuladas pelos manipuladores encarnados e desencarnados de toda ordem.
Lembrem-se: ver bem não é ver tudo; mas é ver aquilo que os outros não veem.
Nosso momento é grave, não somente economicamente, mas psicologicamente e espiritualmente falando. Sobretudo do ponto de vista espiritual, pois sabemos, com o mínimo de perspicácia e observação, que forças ocultas estão em plena concentração na tentativa de afundar o barco da nação brasileira, sobre a qual já foi dito, um dia, que deveria ser o coração do mundo e a pátria do Evangelho.
Segundo podemos constatar, o coração do trabalhador está parando; está enfermo e precisando urgentemente de uma cirurgia moral, ética e espiritual. E é raro que um processo cirúrgico não cause apreensão e seja indolor.
Em caráter emergencial, precisamos nos irmanar em oração, todos os que de alguma maneira querem o bem do povo brasileiro. Precisamos pedir a Jesus que tenha misericórdia dos filhos desta terra e das lideranças e dos representantes do povo, mas que também sustente os esforços daqueles poucos que resistem e querem acertar; dos que militam em defesa da ética, da justiça, do desmascaramento dos lobos que enganam e enganaram a multidão num momento frágil de sua fé no futuro e utilizaram do poder de barganha para comprar com promessas levianas aqueles que não souberam e ainda não sabem distinguir entre a ovelha e o lobo – este, o bando que governa, distribuindo migalhas em troca de votos e popularidade. Porém, sem fanatismo e partidarismo. Leiam a parte III e última desse artigo.
(Dr. José Geraldo Rabelo, psicólogo holístico, psicoterapeuta espiritualista, parapsicólogo, filósofo clínico, artista plástico. Prof. Ed. Física especialista em família, depressão, dependência química e alcoolismo. Escritor e palestrante)