Uma mensagem de Natal em 2015
Redação DM
Publicado em 23 de dezembro de 2015 às 22:27 | Atualizado há 11 anosNos dias de hoje vivemos momentos inquietantes após o surgimento de uma endemia resultado de moderna psicopatia. É uma virose contagiosa, seu agente transmissor é o vírus da intolerância. Atacam em locais onde se realizam grandes eventos – praças ou locais de grandes acontecimentos esportivos, metrôs, igrejas, hotéis, centros comerciais. Cidades de muita luz, aeronaves durante voos, no deserto destruindo páginas da História da Humanidade… Vírus mutante desenvolve no cérebro de forma semelhante mesmo em diferentes culturas, religiões, ideologias…
O combate de vírus tão atuante é o fortalecimento do Lar, da Família e da Escola onde a educação e a informação se complementam, tendo como consequência uma sociedade de distribuição de renda mais justa.
Agora dezembro chegou nos envolvendo em um astral predominando a alegria. Todos os povos cristãos preparam-se para as comemorações do nascimento do Menino Jesus. Elas tem inicio no Advento, primeiro domingo após 30 de novembro, neste ano 06 de dezembro e término em 07 de janeiro, após o dia de Reis. As famílias reunidas em seus lares, oram, cantam, se abraçam, se confraternizam, trocam presentes, ceiam. É a Festa da Família.
Atualmente as Famílias modernizaram-se… “Unidos para sempre até que a morte nos separe” não é um pensamento consensual – Organizam-se, desorganizam-se, reorganizam-se. Os pais no trabalho, os filhos em muitos compromissos. Entre os familiares as palavras tornaram-se repetitivas, desinteressantes, cansativas… Encontram-se no Lar, à noite, cada um com seu celular de última geração, isolados, silenciosos, zapeiam, dedos ágeis no minúsculo teclado, olhos fixos na reduzida tela, audição obliterada, atentos ao “diálogo dos distantes”. Interlocutores protegidos por um anonimato imprudente, imprevisível, sem nenhum compromisso com a verdade, num diálogo silencioso, sem fim… Ou ainda em jogos eletrônicos em que haverá sempre um mesmo perdedor… Após receber e enviar fotos e mensagens via internet, sem um gesto, uma palavra, a família exausta, se recolhe para um sono reparador, pois na manhã seguinte a vida prosseguirá…
Goiânia, verde e florida, foi conquistada por um ambiente espiritual positivo – Praças, avenidas, jardins, shoppings, hall de hospitais e prédios, residências, supermercados, lojas comerciais, drogarias. Enfeitadas por Árvores de Natal, a tradição mais popular associada às comemorações natalinas, enfeitadas com bolas luminosas coloridas, sinos, lâmpadas acende, apaga, acende…
Presépios organizados nos lembrando o Nascimento do Menino Jesus. – Suas figuras principais são – O Menino Jesus sobre palhas numa manjedoura como se fosse um berço. A Virgem Maria e São José, seus Pais, a gruta simbolizada pelo presépio. Pastores simbolizando o homem do campo. A Estrela de Belém que guiou os três Reis Magos, – Gaspar, Baltazar e Belchior, vindos do Oriente.
Papai Noel é lendário em muitas culturas. O verdadeiro foi um arcebispo turco, São Nicolau Taumaturgo. Auxiliava as pessoas pobres da cidade de Mira colocando moedas de ouro nas chaminés em suas casas durante o Natal. O Papai Noel dos dias atuais reside no Polo Norte ou na Lapônia, Finlândia.
Nos diz a lenda que Papai Noel vive em sua casa com a esposa Mamãe Noel. Incontáveis elfos mágicos, gênio aéreo da Mitologia Escandinava e oito ou nove renas voadoras. Entre nós são verdadeiros – Trabalham em shoppings, atendem todas as crianças posando para fotos. Surgem nos lares distribuindo presentes aos familiares reunidos para as comemorações na noite de Natal ou desembarcam de helicópteros em grandes eventos natalinos.
O amigo secreto ou oculto, realizado entre familiares, amigos, colegas de trabalho – A brincadeira tornou-se popular nos Estados Unidos, no ano de 1929, em plena recessão, onde não tinha dinheiro para comprar presentes para todos, se fazia a brincadeira para que todos pudessem sair com presentes.
Fundamental é a simbologia do Natal, as comemorações em família, o Renascer do Menino Jesus… Se na noite do Natal nos sentirmos semelhantes às lâmpadas piscas-piscas
– A nossa Fé ora é cega, sem luz, nos conduzindo ao fanatismo; ora é luz, em várias cores, intensas, mas de curta duração, é a fé vacilante. Assim o nosso Mestre será sempre o menino da manjedoura, nunca o Mestre de Nazaré, dos Milagres, das Parábolas, do Sermão da Montanha, do Gólgota e da Ressurreição em Luz… Pensar NELE sempre, não apenas nos dias iluminados das comemorações do Natal, é sempre um recomeço, por isso devemos insistir… Se O esquecermos, O transformaremos em apenas uma lenda assim como atualmente é Papai Noel…
Durante os dias das comemorações natalinas temos a oportunidade através de um “torpedo natalino”, um e-mail, um telefonema, enviar uma mensagem de fraternidade a um amigo do qual nos distanciamos, um familiar desejoso de reatar a amizade estremecida por um mal entendido, ou um amigo saudoso… Na noite de Natal, família reunida, oremos de mãos dadas, nos abracemos e cantaremos a Noite de Natal. É o momento oportuno para a reaproximação, o fortalecimento dos laços familiares e de amizades, é um renascer…
Feliz Natal.
(Elson Severino da Silva, cirurgião-dentista, especialista em Odontopediatria, aposentado, escreve crônicas para o DM – e-mail para contato: [email protected])